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domingo, 21 de junho de 2009

Solta o som: trilha sonora dos meus dias

Da série Blogagem Coletiva

Pra mim, ouvir música é sagrado. É óbvio. É rotina. É pão-de-cada-dia.

Acordo e ligo som e vou dando andamento nas tarefas do cedo da manhã: tomar banho, vestir-se, arrumar-se, tomar café, escovar os dentes, pegar a chave do carro, ligar o som, dirigir ouvindo música, chegar ao trabalho, enfiar o pen-drive no PC, trabalhar ouvindo música. Não consigo fazer nada se não for dessa maneira e assim, vai passando o dia.


O prazer de ouvir música determinou a escolha de minha profissão. Quando entrei na faculdade de Comunicação da UFMA, fui estagiar na Rádio Universidade FM, simplesmente a melhor rádio de São Luís e adivinha que função exerci?! Programadora musical! Escutava álbuns e álbuns, títulos e títulos, sempre na busca pela combinação perfeita de músicas. E tinha o maior prazer da vida em escutar o resultado de tantas buscas pelo rádio, sintonizado na 106,9 MhZ.

O primeiro homem que amei me amarrou pela música que ouvia [também pelos livros que lia e escrevia, mas isso não vem ao caso]. Depois o amor passou, as exigências para o amor também, mas a música ficou, cada vez mais forte e, por vezes, dilacerante. Mas não vejo nenhum problema em pautar a minha vida pela música. Assim sou mais feliz.

Segue abaixo uma pequena lista de músicas que estão no meu pen drive - é nele que está a maioria das músicas que ouço no carro e no trabalho. A ordem listada não denota importância alguma.

So far away - Dire Straits
No Surprises - Radiohead
The man who sold the world - com Nirvana
Blowing in the wind - Bob Dylan
Kozmic Blues - Janis Joplin
Stairway to heaven - Led Zeppelin
Money - Pink Floyd
The man I love - Billie Holyday
Stormy Weather - Etta James
My Baby just cares for me - Nina Simone
Is this love - Bob Marley (é o toque do meu celular!)
Yesterday - The Beatles
It Ain't Over 'Til It's Over - Lenny Kravitz
Baby - Os Mutantes
Karma Police - Radiohead
Maybe - Janis Joplin
Ain't Got No...I've Got Life - Nina Simone
At last - Etta James
Somewhere over the rainbown - Judy Garland
In between days - The Cure
I'm so sorry - Morrisey
Give Me Love - com Marisa Monte
Tudo do Chico Buarque, em especial Futuros Amantes, que lembra muito um poema do Drummond que amo!




Tudo da Adriana Calcanhoto, em especial Inverno, que lembra um poema* do Manuel Bandeira que me diz muita coisa em poucas palavras.
Tudo do Ney Matogrosso
Ceumar
Elis Regina
Nouvelle Cuisine
Los Hermanos
Zeca Baleiro
Paula Toller (solo)
[é muita coisa, não dá pra continuar].

*Todas as manhãs o aeroporto em frente me dá lições de partir:
Hei de aprender com ele

A partir de uma vez

- Sem medo,

Sem remorso,

Sem saudade.


[Trecho de Lua Nova ]
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Este post faz parte da Blogagem Coletiva - Solta o som, a trilha sonora da minha vida, proposta pela Vanessa, do Fio de Ariadne, ao qual 33 blogueiros aderiram e estão escrevendo sobre o som que faz suas cabeças. Para ler esse pessoal todo, clique aqui.

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quarta-feira, 29 de abril de 2009

Os filmes da minha vida

Da série Blogagem Coletiva

Filmes, filmes, filmes! Qual a melhor diversão do mundo depois de uma boa leitura? Claro que é se entregar, por algumas horas, à magia do cinema! Ali se encontra tudo que há num bom livro: história, enredo, suspense, encantamento, fascinação, personagens... Aliás, esses três últimos "itens" são definitivos para que eu tenha certeza que aquilo lá que eu vi é realmente um filme excepcional.

Já vi muitos e isso torna especialmente difícil e árdua a tarefa de escolher um só para ser "o" filme da minha vida. Como acabei fazendo na escolha do livro da minha, decidi apontar três títulos que mudaram para sempre minha maneira de ver a vida.

Vou começar pelo filme que me causou a sensação mais gostosa que se tem ao assistir um filme: o encantamento. Supercalifragilisticexpialidocious! Quando escutei isso pela primeira vez - lá pelos meus oito anos - nossa! O encantamento foi imediato. Mary Poppins [1964, Robert Stevenson] com sua sombrinha que servia de pára-quedas, seu amigo limpador de chaminés que fazia desenhos no chão - e dava pra mergulhar neles - e sua valise com um fundo sem fim fez parte de meu imaginário por muitos anos. E até hoje, quando ando no maior estresse, essa obra-prima do cinema sempre aparece como apaziguador dos hormônios e pressões da vida: é só assistir que saio feliz, cantarolando as canções da babá mais divertida do mundo.


O segundo filme da lista foi o que me causou uma fascinação que me faz suspirar até hoje, quando penso nele: Casablanca [1942, Michael Curtiz] com sua história de amor cheia de rancores e paixões exacerbadas conquistou platéias do mundo inteiro e não foi por acaso! Rick (Humphrey Bogart) é sombrio e desiludido, encarando a vida com a dureza e o cinismo dos que carregam o coração partido; ele comanda um bar em Casablanca, único ponto de fuga para sua amada Ilsa, (Ingrid Bergman, lindíssima) que não está sozinha, mas com o marido - e ele não é qualquer um: ele é simplesmente um dos cabeças da resistência tcheca ao nazismo que tomava conta da Europa na Segunda Grande Guerra. Em meio a toda a turbulência política que ronda o local, Rick e Ilsa relembram o grande amor vivido entre os dois ainda em Paris, antes da invasão nazista na França. E quando Sam, o pianista do Rick's Bar toca As time goes bye, após a discreta insistência de Ilsa, a paixão por essa história e por esse filme é instantânea.

Uma outra coisa que destaco nesse filme é a riqueza dos diálogos, com frases e situações afiadíssimas para quem gosta de prestar atenção nisso. Tudo é muito cínico, tudo é muito duro, principalmente quando os personagens do Risck's Bar estão em cena. Na passagem em que Ilsa insiste que Sam toque As time goes by, ele simplesmente finge que não a conhece! O diálogo:

ILSA: Toque uma vez, Sam. Pelos bons velhos tempos.
SAM: Eu não sei o que quer dizer, senhorita.
ILSA: Toque, Sam. Toque As time goes by.

E os acordes e o vozeirão de Sam enchem o bar, para desespero de Rick, que queria mesmo era esquecer aquilo tudo. Fan-tás-ti-co!


O último filme dessa humilde lista é um que me causou fascinação e encantamento pela riqueza dos personagens apresentados ali. Também me fez ter certeza de que o cinema e a arte são uma fábrica inesgotável de possibilidades: Dogville, de Lars von Trier [2003]. Cinema com cara de teatro, teatro do absurdo, teatro caixa preta, num galpão escuro e sem elementos de cena. Um filme baseado na força de sua história e de suas atuações: um show.

O filme começa com uma tomada de cima, onde se pode ver o desenho da cidade - com as marcações dos espaços das casas desenhados no chão. A cidade se chama Dogville e é lá que Grace (Nicole Kidman, atuação fenomenal) procura abrigo ao fugir de gângsteres. Os moradores do local não querem se comprometer, mas deixam Grace ficar por ali, fazendo tarefas que "não são necessárias", mas que os moradores "generosamente" permitem. A verdade é que não há generosidade ou bondade, mas apenas uma relação de troca. E é aqui que a história relata de maneira magistral a arrogância inata ao ser humano. Lindo, simplesmente lindo.


Esses são os filmes da minha vida. Espero que tenham assistido - e gostado.
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Escute aqui As time goes by como toca em Casablanca.

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Este post faz parte da Blogagem Coletiva - O Filme da Minha Vida, proposta pela Vanessa, do Fio de Ariadne, ao qual 120 blogueiros cinéfilos aderiram e estão, hoje e amanhã, escrevendo sobre os filmes de suas vidas. Para ler esse pessoal todo, clique aqui.
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quarta-feira, 1 de abril de 2009

25 anos sem Marvin Gaye

Levanta a mão quem nunca sentiu vontade de ligar para o namorado [ou equivalente] e convidá-lo para uma fantástica noite a dois, no exato momento em que ouve o primeiro acorde de Let's Get it On! Todo mundo, né? Essa sensualidade a flor-da-pele foi uma das grandes marcas da obra de Marvin Gaye, astro de talento inegável do Rhythm and Blues, que morreu há exatos 25 anos.
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Gaye foi morto a tiros pelo pai, um pastor evangélico que tinha o mesmo nome do filho famoso, no dia 1° de abril de 1984, a um dia de completar 45 anos. Os tiros foram ocasionados por mais uma discussão entre os dois, coisa que havia se tornado rotineira na família. Problemas com drogas e relacionamentos, além de depressão e manias de perseguição levaram Gaye a voltar a morar com os pais na Califórnia.

Mas antes desse final trágico, esse gênio da soul music nos deixou uma vasta herança musical que ninguém tira da competência e originalidade dele: canções de letras sensuais, álbuns engajados na preservação do planeta [What's Going On] - isso em 1971! - tudo isso consta no inventário artístico de Marvin Gaye, que se estivesse vivo, completaria 70 anos amanhã.

Sexual Healing, lançada no álbum Midnight Love, em 1982, rendeu os dois primeiros prêmios Grammy da carreira de Gaye - nas categorias melhor performance R&B e melhor R&B instrumental. A magistral apresentação de Marvin Gay cantando a canção, na noite do Grammy Awards 83, em fevereiro deste mesmo ano, dá pra ver aqui.

segunda-feira, 30 de março de 2009

O Tarantino quase esquecido

Da série "Filmes que ninguém lembra"

Cães de Aluguel

Quando se fala em Quentin Tarantino, rápido-rápido se pensa em Pulp Fiction ou Kill Bill. Há quem lembre até de Assassinos por Natureza, que Tarantino não dirigiu, mas escreveu - fazendo do filme de Oliver Stone um dos melhores de sua carreira, só por aquela "camada extra" de violência que só o Tarantino pode imaginar. Ok, ok... Mas antes de Pulp Fiction e mesmo antes de Assassinos por Natureza, o esquisitinho do Tennessee já havia escrito e dirigido um dos melhores filmes já produzidos no cinema: Cães de Aluguel [Reservoir Dogs, 1992], decididamente o roteiro mais sem noção que um roteirista pode ter escrito na vida!



Pra começar o filme começa no clímax. Ou em um dos clímax. E a partir deste "desfecho", uma série de coisas começam a acontecer, mas não sem antes explicar como tudo foi dar naquele clímax. Entendeu? É complicado mesmo, mas é possível compreender tudo! De maneira simplista, a história pode ser contada da seguinte maneira: um grupo de ladrões [que não se conhecem, que fique bem claro] se reúne em torno do plano e um assalto a uma joalheria. Serviço simples, alguém de dentro vai facilitar, é só entrar, pegar as jóias, não dar nenhum tiro e pronto: faz-se a partilha e cada um vai para o seu lado, sem saber como um pode encontrar o outro depois do trabalho. Para garantir isso, ninguém no grupo tem nome. Tem codinome: Mr. Pink, Mr. Blue, Mr. White, Mr. Brown, Mr. Green, Mr. Orange e Mr. Blonde, cada um com uma característica marcante; Pink é falador, White é veterano, Blonde é extremamente sádico [a uma certa altura do filme, ele vai ao carro pegar um galão de gasolina para atear fogo em um policial refém].

Como percebemos logo no começo do filme, o plano é mal sucedido e uma situação insólita se estabelece entre os ladrões. Quem morreu? Quem ficou com as jóias? Como os policiais chegaram tão rápido à cena do crime depois do alarme? Alguém traiu o grupo? O clima de desconfiança e a tensão são insuportáveis, especialmente quando fatos anteriores ao assalto vão sendo apresentados e vamos começando a delinear a figura do agente da traição.

Como em todo filme de Tarantino, os diálogos são fantásticos, mesmo aqueles que não tem nada a ver com a trama principal. No início da trama, os ladrões discutem o sentido da letra de Like a Virgin - e formulam uma teoria bem interessante a partir disso. Pink também reclama de levar esse codinome, além de se recusar a dar gorjeta à garçonete que os serve à mesa; tudo dito num diálogo inacreditavelmente criativo e irreverente. Também como em todo filme de Tarantino, há violência e sangue. E sangue. E sangue. Um personagem passa o filme inteiro dentro de uma poça do seu próprio sangue, à beira da morte. Blonde arranca, a faca, a orelha de um policial. Brown leva um tiro da moça de quem queria roubar o carro [pra fugir do tiroteio]. E por aí vai. No trailer abaixo dá para se ter uma vaga idéia...



E muito antes do Sexto Sentido e o menininho que via gente morta, Tarantino já havia quebrado a linha narrativa de um roteiro, contando tudo de maneira não-linear, indo e voltando no tempo, na maior naturalidade, sem que isso se torne confuso. Genial. É um dos Grandes Tarantinos. Pena que quase ninguém lembre dele - como ninguém lembra de Jackie Brown, mas isso é assunto pra outro post.

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Este blogue apoiou a idéia da Hora do Planeta, organizada pelo WWF, e convenci todo mundo aqui em casa, que tínhamos que passar uma hora inteira da noite de sábado com as luzes desligadas. Convenci ainda duas vizinhas e uma de minhas tias. Quero deixar claro que esta não é minha única atitude por um planeta melhor, mas acho que vale à pena fazer com que certas coisas pareçam espetáculo: só assim tanta gente participa. =)


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Mais um selinho da nossa próxima Blogagem Coletiva - o filme da minha vida, que acontece nos dias 29 e 30 de abril.


Passa lá!

terça-feira, 24 de março de 2009

Homenagem ao malandro: um meme musical

Este blogue permance em processo de recuperação do tempo perdido enquanto meu PC esteve em greve. Publico agora um meme que foi uma delícia responder, embora realmente não tenha sido a coisa mais fácil do mundo. Duas fofas me enviaram: a Dani (A louca da casa) e a Elen (Last but not least). A proposta é a seguinte:

1- escolher um cantor(a) ou banda de sua preferência;
2- a cada pergunta feita, terá que escolher um título OU trecho de uma música e colocá-lo como resposta;
3-depois aporrinhar mais 7 blogueiros, repassando a árdua tarefa.

Claro que escolhi responder com trechos, né?! E claro que o ser musical dominante em minha cabeça já há muito tempo é Francisco de Hollanda Buarque, o malandro maior, o rei do "eu feminino", o dono de meus pensamentos musicais, o inigualável Chico Buarque. Aí vão as repostas:

1-És homem ou mulher?
Sou Ana do dique e das docas
Da compra, da venda, das trocas de pernas
Dos braços, das bocas, do lixo, dos bichos, das fichas
Sou Ana das loucas
Até amanhã
Sou Ana
Da cama, da cana, fulana, sacana
Sou Ana de Amsterdam [Ana de Amsterdan]

2-Descreve-te
Você era a mais bonita das cabrochas dessa ala
Você era a favorita onde eu era mestre-sala [Quem te viu, quem te vê]

3-O que as pessoas acham de ti?
Essa moça tá diferente
Já não me conhece mais
Está pra lá de pra frente
Está me passando pra trás
Essa moça tá decidida
A se supermodernizar
Ela só samba escondida
Pra ninguém reparar [Essa moça tá diferente]

4-Como descreves teu atual relacionamento?
O nosso amor é tão bom
O horário é que nunca combina
Eu sou funcionário
Ela é dançarina
Quando pego o ponto
Ela termina [Ela é dançarina]

5-Descreva o momento atual de tua relação
Com açúcar, com afeto, fiz seu doce predileto
Pra você parar em casa, qual o quê! (...)
Quando a noite enfim lhe cansa, você vem feito criança
Pra chorar o meu perdão, qual o quê!
Diz pra eu não ficar sentida, diz que vai mudar de vida
Pra agradar meu coração
E ao lhe ver assim cansado, maltrapilho e maltratado
Ainda quis me aborrecer? Qual o quê!
Logo vou esquentar seu prato, dou um beijo em seu retrato
E abro os meus braços pra você. [Com açúcar, com afeto]

6-Onde querias estar agora?
Mangueira
Estou aqui na plataforma
Da Estação Primeira
O Morro veio me chamar
De terno branco e chapéu de palha
Vou me apresentar à minha nova parceira
Já mandei subir o piano pra Mangueira [Piano na Mangueira]

7-O que pensas a respeito do amor?
O que será que me dá
Que me bole por dentro, será que me dá
Que brota à flor da pele, será que me dá
E que me sobe às faces e me faz corar
E que me salta aos olhos a me atraiçoar
E que me aperta o peito e me faz confessar
O que não tem mais jeito de dissimular
E que nem é direito ninguém recusar
E que me faz mendigo, me faz suplicar
O que não tem medida, nem nunca terá
O que não tem remédio, nem nunca terá
O que não tem receita [O que será (À flor da pele)]

8-Como é tua vida?
Vida, minha vida
Olha o que é que eu fiz
Deixei a fatia
Mais doce da vida
Na mesa dos homens
De vida vazia
Mas, vida, ali
Quem sabe, eu fui feliz [Vida]

9-O que pedirias se pudesses ter só um desejo?
O meu amor tem um jeito manso que é só seu
Que me deixa maluca, quando me roça a nuca
E quase me machuca com a barba mal feita
E de pousar as coxas entre as minhas coxas
Quando ele se deita [O meu amor]

10 - Escreva uma frase sábia
Não se afobe, não
Que nada é pra já
O amor não tem pressa
Ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário
Na posta-restante
Milênios, milênios
No ar [Futuros Amantes]

Para encerrar esta humilde homenagem ao malandro, deixo o link de um vídeo da música O meu amor, interpretada por Marieta Seevero e Elba Ramalho na peça teatral A Ópera do Malandro, escrita por Chico Buarque.


Repasso este meme para Renata, d'O mundo na Luneta, para Paty, do Blueberry Lover [ela, que adora música!], para a querida Madrasta Má, para Bia, do Eu não Consigo Odiar Ninguém e para a linda Nina, do Entre Mãe e Filha.

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Deixo também mais um selo da nossa próxima Blogagem Coletiva - O filme da minha vida, a ser realizada nos dias 29 e 30 de abril.


Passa pra ler!

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Cavaleiros, heróis e um amor impossível

Da série "Filmes que ninguém lembra"

O Feitiço de Áquila

A bela Isabeau está amando loucamente o Capitão Navarre, mas o mal-amado bispo de Áquila, apaixonado pela moça, lança uma maldição sobre os amantes: no raiar do dia, Isabeau se transforma num falcão, enquanto seu amado - que se apresenta em forma de lobo durante a noite - se transforma em gente novamente. Todos os dias. Para sempre. De dia, ele cuida do pássaro, à noite, ela sofre. "Sempre juntos, para sempre separados", como diz um personagem do filme, um dos únicos a tentar ajudá-los a viver este romance.

Esse é o mote d'O Feitiço de Áquila (Ladyhawke), filme de 1985, dirigido por Richard Donner - que também dirigiu o ótimo Goonies, o Superman de 78 e o chatíssimo Máquina Mortífera, dentre outros.

Isabeau é vivida por Michelle Pfeiffer e o Capitão Navarre é nada mais, nada menos que Rutger Hauer, ator que virou símbolo dos anos 80 ao viver Roy Batty, o replicante que toca o terror na Terra no ano de 2019, em Blade Runner. O ajudante do casal, Gaston, o Rato, é mais um ícone da década perdida: o ator Mathew Broderick, eternizado como o impagável Ferris, de Curtindo a vida adoidado. Neste filme também ele é o responsável pelas cenas mais engraçadas da história - até para quebrar o gelo em meio a tanta tristeza - em que ele conversa com Deus a respeito de pecado e salvação, bem ao estilo Ferris conversando com a câmera, em Curtindo...



A cena mais bonita do filme, pasmem, é feita com um monte de efeitos toscos - umas sobreposições de imagens e uma luz amarela intermitente - em que, por alguns segundos, no nascer do sol, os apaixonados quase se encontram, mas sem sucesso. Os lindos olhos azuis de Michelle se transformam em olhos de pássaro e Navarre, arrasado já em forma de homem, lamenta não ter pego as mãos da amada a tempo de não vê-la sair voando, literalmente. Tocante.

Dá pra ver essa cena aqui, via Youtube!

E aí? Lembram?
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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Jesus! Que Luz!

As últimas notícias da mídia internacional de celebridades só dão conta da rainha do pop, Madonna, aquela que estrelou o quentíssimo "Erotic", publicou "Sex", cantou aos sussurros "Justify my love" e chocou o mundo no início da década de 90 ao admitir gostar de meninos e meninas.
Mas, aos cinqüenta anos, Madonna encontrou Jesus e o caminho da Luz!
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É perfeitamente compreensível o fato de Jesus Luz, modelo brasileiro que está enlouquecendo a rainha do pop, ter cegado completamente a loira. Nas primeira fotos publicadas do ensaio produzido para a revista "W", aqui no Brasil, dá pra ver a cara embabascada que Madonna não consegue disfarçar ao olhar o garotinho. E que garotinho...
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segunda-feira, 11 de agosto de 2008

A Magia do Vermelho

Na fábula encantada Os Sapatinhos Vermelhos, de Hans Christian Andersen, a mocinha orfã perde as estribeiras quando calça uns sapatos vermelhos finíssimos que ganhou de sua benfeitora. Quando Caio Fernando Abreu escreveu Os Sapatinhos Vermelhos (como parte do livro Os dragões não conhecem o paraíso), em meio aos loucos anos 80, ele trouxe de volta a velha história do objeto fascinante que exerce um efeito devastador sobre quem o usa. Dessa vez, sem as pieguices românticas do século XIX, mas sim recheado da loucura desenfreada da chamada "década perdida": um coração partido, um par de lindos e sedutores sapatos vermelhos e uma noite ainda criança.

Os sapatinhos vermelhos também estão presentes no clássico O Mágico de Oz, em que a Bruxa Má do Oeste se rói de inveja da menina Dorothy quando a Fada do Norte lhe confia os mágicos sapatos de rubi. E eles seguem com ela pela estrada de tijolos amarelos, num magnífico technicolor que torna ainda mais mágico o vermelho esfuziante dos calçados. Os sapatinhos rubros que Dorothy calçava a fizeram perceber o óbvio, ao fim de sua jornada - não antes de bater os calcanhares: que "não há lugar como nosso lar".

Andersen, Caio Fernando Abreu e Dorothy também nos falam que não há nada mais encantador - e sedutor - que sapatos vermelhos. Podem ser de pano, como na história do dinamarquês. Ou escandalosamente vermelhos, como no conto do gaúcho ("mais que vermelhos: rubros, escarlates, sanguíneos - com saltos finos altíssimos, uma pulseira estreita na altura do tornozelo"). De rubi, como os da menina perdida em Oz. Mas todos mágicos em sua cor.

Às vésperas de completar 70 anos do lançamento de O Mágico de Oz, o rubro fascínio dos sapatos de Dorothy chegou também à moda. Mais de uma dúzia de grandes estilistas - dentre eles Manolo Blahnik, Moschino e Oscar de la Renta - já produziram croquis em que se tenta chegar aos sapatinhos vermelhos ideais para a mulher contemporânea. Tudo baseado na fantástica história de Oz, seu mágico, a menina carregada pelo tornado, a fada boa e a bruxa má: tem que ter a magia, tem que ter o brilho, tem que ter o encanto dos mágicos sapatos vermelhos. Algumas tentativas já foram apresentadas:






São lindos, mas há que se ter cuidado extremo no manuseio. Vide o que aconteceu com a orfã de Andersen e com a "quase quarentona" desiludida de Caio Fernando Abreu. Dorothy e sua mágica batida de calcanhares são apenas uma exceção.

P.S. Uma das coisas mais fascinantes do filme de 1939 é a passagem da vida chata - e em preto e branco - que Dorothy leva na fazenda do Kansas para o fantástico mundo colorido de Oz. Só podia ser um lugar "além do arco-íris", como diz a bela música, premiada com o Oscar de melhor canção original no ano de lançamento da obra. Dá para vê-la (e ouvi-la) aqui.
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quarta-feira, 16 de julho de 2008

A obra-prima do Superman

Da série "Filmes que ninguém lembra"



Cristopher Reeves, antes de ser o eterno Super-Homem e antes de se tornar símbolo da luta pela qualidade de vida - quando a vida já anda muito difícil - vivendo tetraplégico numa cadeira de rodas, cometeu a proeza de escolher o melhor papel de sua carreira, o perplexo Richard Collier, que neste fantástico filme de 1980, volta quase 70 anos no passado para reviver (ou viver, quem sabe) o grande amor de sua vida.

A louca, mas convincente história conta como o teatrólogo saiu do presente para viver um amor inesquecível num passado em que ainda nem tinha nascido. Tudo começa quando uma misteriosa velhinha o aborda na sua estréia teatral e antes de desaparecer, um tanto misticamente, pede a ele, bem baixinho "volte pra mim". Anos mais tarde, numa crise de criatividade, se hospeda num antigo balneário, o Grand Hotel, e visitando as dependências do local, encontra numa galeria o retrato de uma jovem mulher (Jane Seymour) por quem fica apaixonadamente obcecado. Ele descobre que a tal moça foi Elise McKenna, uma grande atriz que se apresentou no teatro do hotel em 1912 e, coincidentemente (?), fica sabendo que a moça é mesma velhinha que encontrou anos antes. A partir deste encontro insólito, Richard luta desesperadamente para reencontrar esta mulher do passado e acaba conseguindo. (Não me pergunte como. Isso é secundário. O amor dos dois é muito mais interessante).

Já que o filme se inicia com Elise bem velhinha e Richard jovem, dá para imaginar que o desfecho da história não é dos mais felizes, embora a história seja apaixonante. Dá pra derramar lágrimas e lágrimas de tristeza na cena em que o teatrólogo percebe que não é um homem do tempo de Elise, e num repente, é sugado dali no melhor estilo "De volta para o futuro": de partir o coração!

Encerro a postagem com um vídeo sobre o filme, invocando a Santa Cissa Guimarães e sua voz sexy solfejando a já clássica frase "... direto do túnel do tempo..."

Informações adicionais:

Em algum lugar do passado (Somewhere in Time), 1980, direção de Jeannot Szwarc, roteiro de Richard Matheson, baseado em obra do mesmo autor.

domingo, 15 de junho de 2008

Duendes... de novo

Lembra daquele anão - ou duende, ou gnomo, sei lá! - do jardim do pai da Amélie Poulain? Ô duendezinho para ser lembrado, vez ou outra, por aí... Outro dia um amigo perdeu uma mala de estimação num desses aeroportos da vida e passou muito tempo pensando em onde a talzinha foi parar! A fixação pela idéia ficou tão absurda que até já comparava a mala com o anãozinho viajante do filme...

Até no meio da irresponsabilidade das autoridades italianas quanto à questão do lixo que toma as ruas de Nápoles, alguém teve um lampejo de lembrança do anão perdido... Onde será que ele foi parar...?

Informações quentes deram conta de que ele teria aterrisado na Itália, ainda aproveitando a passagem por Nápoles. Recentemente, argentinos foram aterrorizados pela presença de um duende que andou visitando a cidade de General Güemes. Um vídeo publicado no YouTube dá veracidade à pista.
Outra pista certa veio da Rússia, para onde o baixinho teria partido logo após a visita a Itália. Nessa viagem ele foi mais ousado e chegou a publicar fotos no Orkut!

De qualquer maneira, o gnomo perdido pode ficar tranqüilo quanto ao seu direito de ir e vir, garantido constitucionalmente no Brasil e provavelmente mundo a fora. É que nesta última semana, foi preso o maior seqüestrador de duendes do mundo, segundo a polícia. O francês, de 53 anos, foi preso no norte do país do castelo de Chantilly com nada mais, nada menos que 170 anões de jardim presos e descaracterizados! A notícia tranqüiliza os duendes viajantes.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Desespero desesperador

Um acontecimento, outrora visto como unificador de povos e culturas distantes, faz seu debut na categoria 'desagregador' neste ano de 2008: as Olimpíadas, que acontecem em Pequim no próximo semestre, virou o principal palco de protestos de simpatizantes da causa tibetana no mundo inteiro. A passagem da tocha olímpica, normalmente muito esperada pelas cidades escolhidas para isso, perderam completamente a graça - caso não apareça nenhum ativista pró-Tibet. E quandos eles (os ativistas) encontram a tocha, vale tudo para tentar apagá-la. É cada performance inacreditável... Aliás, os esforços em encontrar uma solução definitiva para apagar a tocha olímpica foram tema de um texto ótimo no Gravataí Merengue.

Piadas a parte, a situação entre Tibet e China é complicada. Em primeiro lugar, pela cara-de-pau do governo chinês, que insiste em afirmar que o Tibet "pertence" à China desde o século 13! (Qualquer estudante de ensino médio sabe que a área foi anexada à República Popular da China depois de uma invasão ordenada por Mao Tse Tung, lá pelos idos de 1950... se bem que há um conflito anterior, mas não se justifica). Em segundo lugar, pelo desespero que agora abate os tibetanos, reconhecidos mundialmente pela paciência e espírito zen que carregam - um benefício direto da religião oficial do local, o Budismo Tibetano.

O mundo costuma enxergar os seguidores do Dalai Lama como criaturas à prova de qualquer desespero: mas as coisas chegaram a um ponto desesperador. Tanto que monges budistas deixaram a habitual tranqüilidade de lado e se renderam aos protestos! O exercício não-habitual do desespero entre os monges budistas é muito perturbador. ( No YouTube tem um vídeo que dá uma idéia do ponto em que se chegou).

Os protestos se espalharam pelo globo, com manifestações cada vez mais violentas. A festejada passagem da tocha virou motivo de reuniões públicas contra os Jogos Olímpicos da China. San Francisco, Buenos Aires e Londres deram um apoio significativo (regado a muitos loucos manifestantes) ao Tibet e contra a China. Em Paris, conseguiram apagar a tocha! Cidades da Ásia, como a japonesa Nagano, já desistiram de receber a tocha e passaram a batata quente a quem interessar possa. Enquanto isso, na "sala de justiça", o governo chinês só sabe culpar o pobre Dalai Lama de comandar os protestos mundiais: estão tentando fazer de um santo o próprio diabo. E entre tantos acontecimentos loucos, tristes e absurdos fica a dúvida: será que as Olimpíadas da China vingam? E será que o Tibet sai dessa? Nessa altura do campeonato, tudo o que se pode esperar é que a corrida atrás da tocha - para apagá-la - vire esporte olímpico.

sexta-feira, 28 de março de 2008

Um olho gigante na tela

Da série Filmes que Ninguém Lembra

Este eu assisti muito por acaso, há uns 15 anos (olha que não passei dos 26...) em uma noite de insônia - já presente em tão tenra idade! - numa dessas "sessões de gala" ou "corujões" da vida. Conta a história de uma cidade do interior da Inglaterra em que uma série de assassinatos começa a assustar os moradores, especialmente por uma particularidade nas preferências do assassino: ele só mata mulheres com alguma deficiência física.

Nesse cenário surge Helen, a dama de companhia de uma rica senhora, moradora de uma formidável mansão vitoriana, ideal para a ação de assassinos loucos. Helen é muda desde a infância e invariavelmente entra na mira do serial killer. O avanço da história deixa claro que o assassino vive na estranha mansão, onde tem uma escadaria em espiral. É lá que "ponto de vista" da câmera mostra o olhar do assassino desconhecido observando a mocinha sem palavras. Vez por outra, um imenso olho enche toda a tela - o olho do psicopata a observar sua próxima vítima. Este fulano olho é uma das lembranças que mais se fixou em minha memória e, não por acaso, ele foi parar em um dos cartazes do filme, uma produção de 1945!

O clima do filme é de um clássico noir, em P&B, com muitas sombras, tempestade lá fora - com direito a raios, trovões e estranhas ventanias - e suspense alcançando picos extremos. Enquanto a mocinha caminha, lépida e fagueira, pela escadaria da mansão ou mesmo pelos jardins da propriedade, tem sempre uma figura anônima a observá-la, estudando um bom momento para o ataque fatal. Encontrei no YouTube um trecho do filme em que se percebe nitidamente o mistério e o medo que envolvem a história. Dá para vê-lo clicando aqui.

O filme foi inspirado no romance da escritora Ethel Lina White, que acabou virando roteirista de cinema. Entre outros roteiros interessantes que escreveu, está também A Dama Oculta, filme de 1938, dirigido por Alfred Hitchcock - ainda no seu período pré-Hollywood.

Será que alguém, além de mim, lembra deste filme?

terça-feira, 25 de março de 2008

Um cast para Hitchcock

É lugar-comum afirmar que o grande Alfred Hitchcock foi um cineasta cheio de "rituais" na hora de rodar seus filmes: suas rápidas aparições, geralmente no início deles; a escolha (a dedo) do elenco; a fixação em loiras angelicais - que depois se mostravam um tanto demoníacas - as estranhas relações entre mães e filhos, como Norman Bates e a mãe morta, em Psicose; além do perfeccionismo exacerbado, viraram marca da sua filmografia.

Dentre as muitas manias, uma foi foco da edição de março da revista norte-americana Vanity Fair: a escolha apurada dos atores rotineiramente feita pelo diretor inspirou o ensaio Hitchcock Portfolio, em que 21 atores da geração hollywoodiana pós-Hitchcock foram convidados para reviverem cenas marcantes de filmes marcantes realizados pelo inglês naturalizado norte-americano. Se ele tivesse sobrevivido àquele abril de 1980, quem, hoje em dia, seria aprovado pelos rigorosos critérios hitchcockianos? Eis o resultado da investigação.

Scarlett Johansson e Javier Barden em Janela Indiscreta (1954)


Jodie Foster em Os Pássaros (1963)
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Renée Zellweger em Um Corpo que Cai (1958)


Naomi Watts em Confissões de uma Ladra (1964)

Gwyneth Paltrow e Robert Downey Jr. em Ladrão de Casaca (1955)

Charlize Theron em Disque M para Matar (1954)

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Marion Cotillard em Psicose (1960)


Qual destes jovens talentos de Hollywood cairia nas graças do diretor perfeccionista? Confira outras fotos do ensaio aqui. Claro que o YouTube não deixaria isso de fora do acervo, né? Aqui tem um vídeo sobre o ensaio da Vanity Fair.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Sobre Lendas Urbanas, Duendes Saltitantes e outros absurdos

Quem nunca ouviu falar de uma suposta garota loira que teria se suicidado no banheiro da escola em que estudava e ficou para todo o sempre aterrorizando estudantes matadores de aula? E quem não conhece alguém que leu no jornal uma notícia que dava conta de uma criança que teria morrido após ter sido picada por uma cobra na piscina de bolinhas do McDonald's mais próximo? Por falar em McDonald's, alguém já deve ter tentado te convencer de que o hambúrguer de lá é produzido a partir de minhocas processadas.

Essas são apenas algumas das muitas histórias que povoam o chamado "imaginário coletivo" popular e acabaram denominadas lendas urbanas. O ponto em comum entre elas é que todas são histórias de caráter fantástico ou sensacionalista, quase folclóricas, mas amplamente divulgadas, seja de forma oral, por email ou até mesmo pela imprensa. Normalmente, são narradas como fatos acontecidos com "um amigo de um amigo" ou então por "um conhecido". Assim, a tal garota loira suicida citada logo acima se transformou na famosa Loira do Banheiro; Paul McCartney morreu em 1966 e foi substituído por um sósia; Elvis não morreu - foi abduzido - e é melhor prestar mais atenção nas crianças porque tem um famigerado Homem do Saco circulando por aí, à procura de meninos e meninas mal-comportados.

Uma das lendas urbanas mais célebres e conhecidas acabou parando num filme de nome sugestivo, o risível Lenda Urbana, que virou até trilogia de Hollywood! Uma incauta qualquer é seduzida em uma festa noturna por um desconhecido, terminando a noite enfiada numa banheira de gelo e ao acordar morrendo de frio descobre, perplexa, que teve um de seus rins extirpado por uma quadrilha de tráfico de órgãos capitaneada pelo facínora sedutor. Sim, tudo isso acontece no filme: em poucas palavras, a cena do rim, que faz parte do segundo filme da série, é simplesmente horrorosa.

Mas lenda urbana que se preze tem que assustar - ou pelo menos causar alguma repulsa em quem a ouve. Por estes dias, em Manaus, a lenda urbana da Loira do Carro Preto, exaustivamente divulgada por programas policiais das emissoras de tevê da cidade, motivou um quase-linchamento numa delegacia da capital amazonense, provando que a tal história é das boas! A lenda conta que uma loira que dirige um carro preto pela cidade, acompanhada por um homem, anda à cata de crianças para roubar-lhes os órgãos. Ao saber que uma mulher, loira, dirigindo um Fox preto, havia sido presa junto com um homem, após perseguição policial, uma multidão se dirigiu ao 18º DP de Manaus para conhecer, de perto, a mulher de quem a lenda falava. De acordo com a Folha Online, quando os suspeitos chegaram à delegacia, cerca de mil pessoas já estavam na frente do distrito para "pegar" a suposta ladra de órgãos. Enfim, acabou-se apurando que a loira era suspeita de traficar drogas, e não órgãos de crianças, e ainda foi libertada por insuficiência de provas. Um menino, levado à delegacia pelos pais, aguardava a pessoa que, segundo o garoto, havia tentado raptá-lo dias antes. Ao ver a tal loira, disse que a reconhecia. Em seguida, mudou a versão.

Há outra boa lenda rolando por este mundinho à fora. Ela anda arrepiando até o último fio de cabelo dos nossos hermanos - mas essa história já quer extrapolar o limite do racionalmente aceitável: um duende teria aparecido a um grupo de jovens numa cidade do interior da Argentina. Para provar o acontecido, um dos rapazes filmou tudo com a câmera de seu celular. O vídeo, com péssima qualidade de imagem, já foi parar no YouTube. Verdade? Armação? Ou só mais uma lenda urbana? Seja o que for, não há quem consiga botar na cabeça dos moradores da cidade de General Güemes que o vídeo exibindo um "serzinho" saltitante e vestido à caráter não prova em nada a existência do ente sobrenatural. Dê uma olhada no "vídeo" e tire suas conclusões.




quinta-feira, 13 de março de 2008

Macho grávido? Só em Dracon!

Da série Filmes Que Ninguém Lembra...

Assisti esse filme na Sessão da Tarde, lá pelos meus sete ou oito anos de idade e nunca mais tive oportunidade de revê-lo. Deve ter passado uma ou duas vezes na tevê e em uma dessas vezes, irremediavelmente ficou guardado em minha memória, que diga-se de passagem, não é "lá essas coca-cola"! Lembrei dele recentemente e fui procurá-lo pelo "Santo Google" e descobri que o filme até já foi relançado em DVD, à venda nas Lojas Americanas! Mas vamos lá.

A aventura de ficção científica, dirigido por Wolfgang Petersen, conta a história de uma guerra galática travada entre a Terra e o planeta Dracon. Em uma das tantas batalhas, o piloto humano Willis Davidge, interpretado pelo ator Dennis Quaid, faz um pouso forçado num planeta estranho e desabitado, mas logo descobre que há um draconiano morando por lá, o Jeriba Jerry - ele acabou parando no planeta estranho da mesma forma que o terráqueo.

Teoricamente os dois são inimigos e se enfrentam como tal durante boa parte do filme, mas o episódio em que o humano quase é tragado por um monstro escondido num buraco no meio da areia e tem sua vida salva pelo alienígena, muda toda a história e os dois acabam descobrindo o óbvio: num planeta isolado, inóspito e hostil como o que se encontram, o melhor a fazer é unir forças para se manter vivo. Superado o ódio mortal, os dois viram bons amigos. E é aqui que a história fica interessante. Tão interessante que o termo "aventura de ficção científica" é pouco para classificar o filme: acho que ele pode ser encarado como drama também, tantos são os conflitos psicológicos vividos pelos personagens. Fora que o draconiano Jerry, vivido pelo irreconhecível Louis Gosset Jr, é um réptil-alienígena cheio de particularidades. Para começar, ele fala como se fosse um gato ronronando - passei dias tentando imitar a fala dele. E não pára por aqui, tem coisas mais loucas: ele fica grávido! E mostra uma senhora barriga para um estupefato humano, macho, que se acostumou a ver mulheres engravidando para perpetuar a espécie. Jerry explica a Willis que os draconianos são hermafroditas: olha o parafuso que dá na cabeça do terráqueo! Felizmente ele aceita aceita a situação e até faz o parto do draconianozinho - ainda ajuda a criá-lo como seu filho. Inacreditável! Uma verdadeira lição de tolerância. No Youtube encontrei um vídeo que retrata exatamente esse diálogo.



Vale à pena recordar esse filme que ninguém lembrava, mas eu ainda lembro bem... E adorei saber que dá para tê-lo em casa.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

É Peixe! ou O que tem de bom na Rede - parte 6


Essa dica aqui vai para quem anda dormindo fora da geladeira e acabou azedo por esses dias... O site Sleeveface tira o mau humor de qualquer pseudointelectual que consegue se divertir com bobagens ingênuas.

A proposta é a seguinte: a página convida o internauta a posar para fotos, criando "corpos" para rostos em capas de disco de vinil. Depois, pode mandar a foto para o site que os administradores se encarregam de publicá-los em sites como o Flickr. Olha só umas arrumações dos internautas. O primeiro, com um álbum do Bob Marley; o outro com um vinil do James Taylor:




No Youtube eles publicaram o vídeo-manual "como fazer seu sleeveface". Pura diversão.



A idéia partiu de um locutor de rádio de Cardiff, no País de Gales e acabou atraindo a atenção de colecionadores de vinil em várias partes do mundo: eles já receberam contribuições de adeptos nos Estados Unidos, França, Alemanha, Japão, Rússia, Islândia, Israel e no Reino Unido. O idealizador também conta que algumas lojas especializadas em vinil entraram em contato dizendo que clientes estavam tirando fotos com capas de discos dentro das lojas.

De acordo com a Folha Online, uma grande loja em Londres está interessada em fazer uma exposição somente com Sleevefaces e uma editora americana já está preparando um livro, somente com fotos do movimento.

Não quer experimentar? Só para ver se melhora o humor...


quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Post de Ano Novo

Não é por nada não, mas o primeiro post do ano tem que ser um assim, que te dê alegria para o resto do ano! Então lá vai:




Esse Mon Bijou sim é que deveria estar nas gôndolas do supermercado!
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