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segunda-feira, 11 de agosto de 2008

A Magia do Vermelho

Na fábula encantada Os Sapatinhos Vermelhos, de Hans Christian Andersen, a mocinha orfã perde as estribeiras quando calça uns sapatos vermelhos finíssimos que ganhou de sua benfeitora. Quando Caio Fernando Abreu escreveu Os Sapatinhos Vermelhos (como parte do livro Os dragões não conhecem o paraíso), em meio aos loucos anos 80, ele trouxe de volta a velha história do objeto fascinante que exerce um efeito devastador sobre quem o usa. Dessa vez, sem as pieguices românticas do século XIX, mas sim recheado da loucura desenfreada da chamada "década perdida": um coração partido, um par de lindos e sedutores sapatos vermelhos e uma noite ainda criança.

Os sapatinhos vermelhos também estão presentes no clássico O Mágico de Oz, em que a Bruxa Má do Oeste se rói de inveja da menina Dorothy quando a Fada do Norte lhe confia os mágicos sapatos de rubi. E eles seguem com ela pela estrada de tijolos amarelos, num magnífico technicolor que torna ainda mais mágico o vermelho esfuziante dos calçados. Os sapatinhos rubros que Dorothy calçava a fizeram perceber o óbvio, ao fim de sua jornada - não antes de bater os calcanhares: que "não há lugar como nosso lar".

Andersen, Caio Fernando Abreu e Dorothy também nos falam que não há nada mais encantador - e sedutor - que sapatos vermelhos. Podem ser de pano, como na história do dinamarquês. Ou escandalosamente vermelhos, como no conto do gaúcho ("mais que vermelhos: rubros, escarlates, sanguíneos - com saltos finos altíssimos, uma pulseira estreita na altura do tornozelo"). De rubi, como os da menina perdida em Oz. Mas todos mágicos em sua cor.

Às vésperas de completar 70 anos do lançamento de O Mágico de Oz, o rubro fascínio dos sapatos de Dorothy chegou também à moda. Mais de uma dúzia de grandes estilistas - dentre eles Manolo Blahnik, Moschino e Oscar de la Renta - já produziram croquis em que se tenta chegar aos sapatinhos vermelhos ideais para a mulher contemporânea. Tudo baseado na fantástica história de Oz, seu mágico, a menina carregada pelo tornado, a fada boa e a bruxa má: tem que ter a magia, tem que ter o brilho, tem que ter o encanto dos mágicos sapatos vermelhos. Algumas tentativas já foram apresentadas:






São lindos, mas há que se ter cuidado extremo no manuseio. Vide o que aconteceu com a orfã de Andersen e com a "quase quarentona" desiludida de Caio Fernando Abreu. Dorothy e sua mágica batida de calcanhares são apenas uma exceção.

P.S. Uma das coisas mais fascinantes do filme de 1939 é a passagem da vida chata - e em preto e branco - que Dorothy leva na fazenda do Kansas para o fantástico mundo colorido de Oz. Só podia ser um lugar "além do arco-íris", como diz a bela música, premiada com o Oscar de melhor canção original no ano de lançamento da obra. Dá para vê-la (e ouvi-la) aqui.
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domingo, 24 de fevereiro de 2008

Se a moda pega... parte 4



Esta semana alguns sites especializados em moda e blogs descolados divulgaram a inusitada iniciativa de uma grife italiana contra os terríveis distúrbios alimentares e a ditadura da magreza.

Os estilistas Dario Di Bella e Giovanni Premoli, da grife Premoli, fizeram um desfile de moda com modelos que ostentavam o manequim 42. Sim, os dois acreditam naquela máxima dos tempos da arte barroca, quando anjinhos gorduchos reforçavam a idéia de que magreza não é sinônimo de beleza. Giovanni explica: "As nossas modelos sempre desfilaram em tamanho 42 que, segundo nosso ponto de vista, exprime melhor a feminilidade e valoriza nossas criações".

Mas o ponto alto do manifesto aconteceu ao final do desfile "larguinho": uma das modelos manequim 42 fez uma performance dentro de uma banheira cheia de espaguete, temperado à moda marguerita - com muito tomate e manjericão. Houve quem apoiasse a iniciativa, tomando partido de uma alimentação saudável sem os exageros típicos do mundo da moda, como o abuso da dieta-do-alface (uma folhinha por dia e só!). E houve quem descesse a ripa, achando que o manifesto poderia ser feito de outra maneira, que não fosse uma que desperdiçasse tanta comida. Ai, ai, ai...

Se a moda pega... o que mais colocarão dentro dessa banheira?


Fonte: Uol Estilo

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Ressaca de Carnaval

O meu carnaval foi só trabalho! Não tive descanso nem no fim de semana, quando tive que cobrir a primeira micareta do ano no Brasil, um negócio chamado Lava-Pratos! Mas nem por isso vou deixar de falar dessa festa sem tamanho e totalmente sem noção que se faz no país. Nada de críticas... só observações.

Na Bahia, a Rainha do Axé ousou nos modelitos... Foi um mais quente que o outro. Quem deve ter gostado mesmo foram os foliões. As foliãs, quem sabe...


Além desses, foram mais quatro modelos!
Um para cada dia do carnaval baiano...


Extravagâncias à parte, pelo menos a baiana soube esconder o que as famosas do carnaval carioca não conseguiram deixar de mostrar. Que o diga a modelo Viviane de Castro, que usou um suposto tapa-sexo. Suposto porque estou apenas supondo que ele esteja aí, mas não estou vendo nada! :D


Mas cadê o tapa-sexo?


Aliás, a São Clemente, escola de samba pela qual a gostosa saiu mostrando tudo, foi punida pela ousadia: perdeu meio ponto e acabou sendo rebaixada para o segundo grupo do carnaval carioca. Que se há de fazer...?

Quero parabenizar o bom gosto das "celebridades" Natália Guimarães, a miss Brasil da vez; a globífera (como diria o Ricardo Ooops! Feltrin) Grazi Massafera; a sempre elegante ex-modelo Luíza Brunet; e a polêmica, mas chique Adriane Galisteu, pela beleza das fantasias que sustentaram no carnaval deste ano, sem os arroubos sexuais tão comuns aos "famosos" nesta época do ano.

No ano que vem tem mais! (E eu não quero estar trabalhando...)


quinta-feira, 15 de novembro de 2007

É peixe! ou O que tem de bom na Rede - parte 2

Londres ...................................................................................................... Paris

São Paulo



Londres ........................................................................................... New York


O que a mocinha com cara de boneca de Londres, o rapaz com chapéu côco de Paris, a moça da saia rodada de São Paulo, o look moderno da japonesa em Londres e o visual dark do garoto anoréxico de Nova York têm em comum, além do fato de todos poderem ser rotulados como legítimos representantes do mundo fashion? O Face Hunter é a resposta para essa simples pergunta, mas... o que é mesmo esse negócio?
O Face Hunter é um blog que tem ditado moda no mundo inteiro. Não é à toa que os personagens acima são de lugares totalmente distintos um do outro, embora guardem entre si a característica um tanto incomum de se poder encontrar neles pessoas que não se importam em parecer excêntricas, ousando através das roupas que vestem. Interessante mesmo é que tenha quem dê tanto valor a esse tipo de coisa, caso do idealizador do blog, o suíço radicado em Paris que acabou de inventar um novo ramo no mercado de trabalho: fotógrafo de street style, clicando pessoas com roupas originais, ousadas, às vezes absurdas ou simplesmente interessantes. Seu nome: Yvan Rodic, 29 anos. Ele começou fotografando, despretensiosamente, gente bacana que via nas ruas e em festas que freqüentava. De acordo com o que li numa Revista Veja velha (acho que é de fevereiro de 2007), hoje o site recebe uma média de 5 a 20 mil visitas por dia e ainda se considera em fase experimental. A despeito de seu experimentalismo, em menos de um ano de fundação do site, o seu fundador ganhou um emprego de fotógrafo de revistas de comportamento, além de ser convidado para semanas de moda em várias partes desse mundinho fashion. Sim, ele esteve na São Paulo Fashion Week, não só fotografando os visuais tupiniquins, mas também dando palestras sobre moda. É mole?
Os cinco personagens deste post podem ser encontrados no blog do Rodic, o Face Hunter. E outras centenas de pessoas que foram flagradas em ruas, festas e eventos de moda ao despertar a atenção deste especialista na arte de improvisar.
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Passem lá no Face Hunter e experimentem saber se dá para se inspirar nas produções malucas dos anônimos das fotos.
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Escutando neste minutinho: Like a rolling stone, Bob Dylan
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