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quarta-feira, 15 de julho de 2009

A falta que ela me faz...

Da série Tertúlia Virtual


Parafraseando o digníssimo e saudoso Fernando Sabino, pensei no título desta postagem, imaginando simplesmente a falta que a Tertúlia vai nos fazer.

E neste momento de despedida, participando de nosso último encontro de todo dia 15, peço humildemente: Volta, Tertúlia!

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Esta postagem faz parte da Tertúlia Virtual promovida pelo Edu, do Varal de Idéias e pelo Jorge, do Expresso da Linha.
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sábado, 11 de julho de 2009

Presente de aniversário!

Olá, queridos da blogosfera!

A falta de férias tem me deixado distante desse nosso mundinho divertido e multicultural, mas estou me esforçando para continuar aparecendo. A coisa anda tão feia que perdi até a Vítima de Quinta, mas estou tentando superar a perda. Por isso, publico aqui a caricatura mais linda que poderiam ter feito de mim: é mais bonita que eu! heheheh =) Um verdadeiro presente de aniversário! Obrigada!























Beijos aos amigos!

domingo, 21 de junho de 2009

Solta o som: trilha sonora dos meus dias

Da série Blogagem Coletiva

Pra mim, ouvir música é sagrado. É óbvio. É rotina. É pão-de-cada-dia.

Acordo e ligo som e vou dando andamento nas tarefas do cedo da manhã: tomar banho, vestir-se, arrumar-se, tomar café, escovar os dentes, pegar a chave do carro, ligar o som, dirigir ouvindo música, chegar ao trabalho, enfiar o pen-drive no PC, trabalhar ouvindo música. Não consigo fazer nada se não for dessa maneira e assim, vai passando o dia.


O prazer de ouvir música determinou a escolha de minha profissão. Quando entrei na faculdade de Comunicação da UFMA, fui estagiar na Rádio Universidade FM, simplesmente a melhor rádio de São Luís e adivinha que função exerci?! Programadora musical! Escutava álbuns e álbuns, títulos e títulos, sempre na busca pela combinação perfeita de músicas. E tinha o maior prazer da vida em escutar o resultado de tantas buscas pelo rádio, sintonizado na 106,9 MhZ.

O primeiro homem que amei me amarrou pela música que ouvia [também pelos livros que lia e escrevia, mas isso não vem ao caso]. Depois o amor passou, as exigências para o amor também, mas a música ficou, cada vez mais forte e, por vezes, dilacerante. Mas não vejo nenhum problema em pautar a minha vida pela música. Assim sou mais feliz.

Segue abaixo uma pequena lista de músicas que estão no meu pen drive - é nele que está a maioria das músicas que ouço no carro e no trabalho. A ordem listada não denota importância alguma.

So far away - Dire Straits
No Surprises - Radiohead
The man who sold the world - com Nirvana
Blowing in the wind - Bob Dylan
Kozmic Blues - Janis Joplin
Stairway to heaven - Led Zeppelin
Money - Pink Floyd
The man I love - Billie Holyday
Stormy Weather - Etta James
My Baby just cares for me - Nina Simone
Is this love - Bob Marley (é o toque do meu celular!)
Yesterday - The Beatles
It Ain't Over 'Til It's Over - Lenny Kravitz
Baby - Os Mutantes
Karma Police - Radiohead
Maybe - Janis Joplin
Ain't Got No...I've Got Life - Nina Simone
At last - Etta James
Somewhere over the rainbown - Judy Garland
In between days - The Cure
I'm so sorry - Morrisey
Give Me Love - com Marisa Monte
Tudo do Chico Buarque, em especial Futuros Amantes, que lembra muito um poema do Drummond que amo!




Tudo da Adriana Calcanhoto, em especial Inverno, que lembra um poema* do Manuel Bandeira que me diz muita coisa em poucas palavras.
Tudo do Ney Matogrosso
Ceumar
Elis Regina
Nouvelle Cuisine
Los Hermanos
Zeca Baleiro
Paula Toller (solo)
[é muita coisa, não dá pra continuar].

*Todas as manhãs o aeroporto em frente me dá lições de partir:
Hei de aprender com ele

A partir de uma vez

- Sem medo,

Sem remorso,

Sem saudade.


[Trecho de Lua Nova ]
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Este post faz parte da Blogagem Coletiva - Solta o som, a trilha sonora da minha vida, proposta pela Vanessa, do Fio de Ariadne, ao qual 33 blogueiros aderiram e estão escrevendo sobre o som que faz suas cabeças. Para ler esse pessoal todo, clique aqui.

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terça-feira, 16 de junho de 2009

Hoje é Bloomsday! *

Confesso: nunca concluí a leitura de Ulisses, o colosso de James Joyce, mas estou sempre folheando o livro, lendo um trecho aqui, outro trecho ali, numa leitura dinâmica de metodologia loucamente pessoal. Mas enfim...


Em poucas palavras, ele narra os acontecimentos de um dia na vida de Leopold Bloom, um irlandês tão comum que chega a ser fora do comum: gosta de passear pelas ruas de Dublin, sem fazer coisa alguma, apenas pensando um monte de besteiras em situações vexatórias (aqui o fluxo de consciência revolucionou a literatura); não sabe beber muito bem, porque se sente estranho quando embriagado, o que acaba excluindo-o do convívio de seus patrícios, já que todo irlandês é um bom beberrão (todos o apontam como um homem muito esquisito); tem uma esposa, Molly Bloom, de quem leva severos chifres; tem uma filha adolescente, Milly, que guarda um sério talento para fotografia, e de quem Bloom sente exagerados ciúmes - assim como sente pela esposa adúltera; e os poucos "amigos" que considera, falam mal dele pelas costas. Até aí, tá tudo muito bom, tá tudo muito bem... Uma história como outra qualquer em meio à tantas contadas pela Aventura Humana na Terra. Mas o enredo simples ganha ares incomuns quando Bloom conhece o angustiado Stephen Dedalus - que muitos têm a séria impressão de que se trata do alter-ego de Joyce - um jovem médico cheio de problemas que acaba ouvindo de Bloom o conselho de que a solução para tais problemas é partir - assim como Joyce só conseguiu escrever Ulisses após bons anos de exílio em Trieste-Zurique-Paris, bem longe de sua Dublin natal. Sacou o trocadilho de situações?


Todas as histórias e acontecimentos de um intervalo de 24 horas da vida de Bloom, o dia 16 de junho de 1904, são esmiuçados, com riqueza de detalhes (até um tanto escatológicos), nas cerca de mil páginas do colosso de Joyce, Ulisses. E por muito tempo, o dia 16 de junho tem sido lembrado como o Dia de Bloom ou, simplesmente, Bloomsday.

Virou data nacional na Irlanda! Mundo a fora, os amantes da literatura cultivam a tradição. Há festas grandes de Bloomsday inclusive no Brasil - uma muito famosa em São Paulo, outra tradicional em Porto Alegre e outras menos conhecidas, mas não menos importantes, como o Bloomsday de Brasília. Aqui na city, um grupo de amigos não chega a comemorar, mas sempre lembra a data e a inspiração que Joyce-e-Bloom-e-Dedalus-e-Molly nos dão. É a esses amigos que dedico essa postagem: a eles dedico o dia 16 de junho. E dedico a lembrança viva de que, apesar de distantes, continuamos amigos.

*republicação anual
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segunda-feira, 15 de junho de 2009

Perdida num mar de livros!

Da série Tertúlia Virtual


A primeira vez que pisei numa biblioteca, contava lá pelas minhas sete primaveras. Levada pela minha querida Tia Luísa, que gostava de fazer passeios culturais - foi ela também quem me levou pela primeira vez no Museu Histórico e Artístico do Maranhão e no Museu de Arte Sacra de São Luís.

Mas a visita na biblioteca me transformou. Logo quis virar sócia, logo quis pegar livros emprestados, logo virei rato da biblioteca. Foi lá que tive meu primeiro caso de amor com um livro, Reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato. Trezentas e quarenta e oito páginas de uma edição antiga e sem figuras - um petardo!


Depois disso não parei mais. Tinha que passar na biblioteca duas vezes por semana, para trocar os empréstimos, cada vez querendo ler mais. Quando passei a estudar numa escola que era quase ao lado da biblioteca do SESC-Deodoro, nossa! Me enfiava entre as estantes, entre os corredores estreitos e me sentia, literalmente, em casa: sentava no chão, espalhava os livros, me perdia entre tantas palavras, entre tanto mundos que cada livro representa, lia os mais fininhos e pegava emprestado os maiores. Fazia isso todo dia! Quando deixava de aparecer por lá, com minha amiga Gardênia, as bibliotecárias já estranhavam.

E hoje em dia, quando entro em qualquer biblioteca, sinto o mesmo comichão que senti aos sete anos de idade. Vontade de ler todos os livros! Um amigo que guarda uma biblioteca em casa sempre sabe onde me enfiei quando minha voz subitamente some: entre tantos livros, fico sem palavras, tentando catar a magia e a poesia que só os livros guardam em si.

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*Esta postagem faz parte da Tertúlia Virtual , criada por Jorge Pinheiro (Expresso da Linha) e Eduardo P.L. (Varal de Idéias), acontecendo todo dia 15 de cada mês. Todos os participante da Tertúlia você lê aqui, na CENTRAL DE RELACIONAMENTO.
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domingo, 14 de junho de 2009

Blogagem Coletiva: Solta o Som!

É difícil falar de música, principalmente quando penso que todo mundo a reconhece - e a ama - intuitivamente: não conseguimos dar conceitos a tudo que conhecemos; há coisas que só precisam ser sentidas. A música me parece assim, algo que nos relaxa, nos agrada, nos harmoniza e nos enriquece. Então, fica a questão: pra quê falar de conceitos se sabemos exatamente seus efeitos?

É com a ideia de tentar passar o que a música causa em mim, que me inscrevi para a Blogagem Coletiva da vez, Solta o Som, proposta pela Wanessa (Fio de Ariadne), que rola no dia 21 deste mês. Nela, vou tentar responder qual trilha sonora da minha vida! Convite logo abaixo.


"Dia 21 de junho é Dia da Música, até lá, se te agradar, deixe seu nome e url do blog na lista abaixo e prepare um post respondendo à pergunta do blog da maneira que desejar. Vale contar uma ou várias histórias das canções que fazem parte de sua trilha sonora, colocá-las para tocar no blog, o que quiser. A trilha sonora é sua."

Para participar, inscreva seu nome e url do blog clicando aqui. E passa por aqui no dia marcado, para conhecer a trilha sonora da minha vida.
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quinta-feira, 11 de junho de 2009

Selos, memes e uma corrente de Santo Antônio

Aproveito o feriado para publicar uns selinhos e mimos que recebi nos últimos tempos. Admito que alguns já são um tanto antigos e por pura canalhice de minha parte, não os tinha ainda publicado. Estou aqui me redimindo!

Este foi recebido da Laura (Coisas Frágeis). Acompanha a mensagem abaixo:

"ofereça sempre flores, mãos que tocam flores...estão sempre perfumadas."

Quem me ofereceu este outro selo foi a fofa da Bia (Eu Não consigo odiar ninguém).

Com ele, preciso:

1) Falar de sete coisas que me fazem sorrir
- acordar todo dia;
- encontrar sorrisos pela rua;
- às vezes, encontros inesperados (somente os bons);
- cantadas idiotas (tipo, você só tem um defeito: não é minha - hahahahaha)
- sol;
- chuva;
- mar.

2) Indicar "sete" blogs que me fazem sorrir:
- *Las tiritas del D.Ramírez*
- Confissões de uma Crisenta
- Doida e Santa
- Gabriela cravo e canela
- ENCANTAVENTOS
- Crônicas de uma menina feliz
- Blueberry lover :
- A Madrasta Má

Mas entre essa enxurrada de selos (os outros publico logo), o que achei mais significativo para esta data foi o selo de Santo Antônio. Na verdade, o selo é uma corrente que NÃO PODE SER QUEBRADA, hehehe =) . Numa das versões da corrente, o selo deve ser usado por quem já tem um amor e o mesmo selo deve ser usado de MANEIRA DIFERENTE para quem está na procura de um love. A corrente funciona assim:

1) Diga quem lhe indicou a corrente: Blog Coisas Frágeis
2) Publique na lateral do seu blog, a foto correspondente a: já publiquei!

*- Se você for um(a) blogueiro(a) solteiro(a) e cheio(a) de amor pra dar e está a procura de um amor, use esta imagem e em seguida a oração.

"Meu grande amigo Santo Antônio, tu que és o protetor dos namorados, olha para mim, para a minha vida, para os meus anseios.Defende-me dos perigos, afasta de mim os fracassos, as desilusões, os desencantos. Fazei que eu seja realista, confiante, digna(o) e alegre.Que eu encontre um namorado(a) que me agrade, seja trabalhador(a), virtuoso(a) e responsável. Que eu saiba caminhar para o futuro e para a vida a dois com as disposições de quem recebeu de Deus uma vocação sagrada e um dever social. Que meu namoro seja feliz e meu amor sem medidas. Que todos os namorados busquem a mútua compreensão, a comunhão de crescimento na fé."

* Se você for um(a) blogueiro(a) que já encontrou o amor, use esta imagem e em seguida a oração.

"Grande amigo Santo Antônio, tu que és o protetor dos namorados, olha para mim, para a minha vida, para os meus anseios. Defende-me dos perigos, afasta de mim os fracassos, as desilusões, os desencantos. Faze que eu seja realista, confiante, digno(a) e alegre. Que eu saiba caminhar para o futuro e para a vida a dois com a vocação sagrada para formar uma família. Que meu namoro seja feliz e meu amor sem medidas. Que todos os namorados busquem a mútua compreensão, a comunhão de vida e o crescimento na fé."

Agora é só passar a corrente aos amigos.

- *Las tiritas del D.Ramírez*
- Confissões de uma Crisenta
- Doida e Santa
- Gabriela cravo e canela
- ENCANTAVENTOS
- Crônicas de uma menina feliz
- Blueberry lover :
- A Madrasta Má
- Doce Lado da Vida
- Eu não consigo odiar ninguém
- Esterança
- last but not least
- Contos da Madrugada

A partir daqui, é só contar com Santo Antônio, minha gente!
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domingo, 7 de junho de 2009

No Paraíso das Águas

Agradeço imensamente aos companheiros blogueiros que deixaram suas mensagens de apoio por aqui. Consegui levantar a cabeça e abrir vários sorrisos com todo esse carinho. Também recebi um presente dos céus, nesse momento chato da vida: precisei fazer uma viagem de trabalho, mas a grande notícia foi saber o destino, Bonito, no Mato Grosso do Sul, simplesmente inacreditável!

Além de ter estabelecido bons contatos profissionais, conheci pessoas fantásticas e o melhor: consegui aproveitar um dos melhores destinos de ecoturismo do Brasil! O lugar parece mágico e, por vezes, improvável, de tantas belezas que se apresentam ao mesmo tempo.

Entre tantos passeios voltados para o ecoturismo, conheci dois locais maravilhosos: a Gruta do Lago Azul, uma "descida ao céu" que impressiona pela profundidade da caverna e pelo azul do lago que se encontra ao fim do passeio; e a Baía Bonita, um passeio em que nadamos com os peixes comuns da região e conhecemos uma trilha de animais.

Mas percebam: tudo que falo aqui não traduz a magia do lugar. Talvez algumas fotos possam dar ideia do que seja estar em Bonito, mas mesmo as câmeras não conseguem captar tudo o que vemos e sentimos estando por lá.

Aquário Natural de Baía Bonita


A Gruta do Lago Azul


Depois de tudo isso, posso afirmar com propriedade: xô, depressão! A vida é muito mais que isso!
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sexta-feira, 15 de maio de 2009

Dez anos numa ilha deserta

Da série Tertúlia Virtual



Já que vou passar 10 anos numa ilha deserta - e só posso levar 5 coisas - que seja uma aventura com alguma diversão, já que o conforto é zero! Vamos lá:


Para os dias parecerem menos monótonos.



Para tocar o violão - já que eu não sei! E para me fazer rir.





Para não dormir ao relento.

É uma coleção! Não são três! A coleção completa!




Um estoque de vinho inteiro! Um só desses não duraria uma semana!

Esta postagem faz parte da Tertúlia Virtual, promovida por Jorge Pinheiro, do Expresso da Linha e Eduardo P.L., do Varal de Idéias.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Lei de Murphy: o retorno

Hoje tive um dia de trabalho totalmente cheio e um pouco desastroso: tinha que fazer um monte de coisas no escritório, mas apareceu um compromisso externo totalmente inadiável - o presidente Lula "visitou" São Luís por conta de compromissos políticos relacionados às enchentes que castigam o nordeste - inclusive o Maranhão - e eu tive que ir para lá, acompanhar meu chefe e fazer uma "pequena" matéria sobre o acontecimento.

Eu precisava voltar para o escritório, meu tempo era escasso, mas imaginei que nada sairia errado: se o presidente chegasse às 14h15, como estava previsto, daria para voltar antes das 16h, fazer tudo o que estava faltando no trabalho, redigiria a matéria e ainda daria tempo de dar uns beijos no bofe! Hahahahaha... Ledo engano. Esqueci que a Lei de Murphy existe e que ela não deixa de aparecer nos piores momentos da vida: passei nada menos que cinco horas no aeroporto! Esperando o presidente! Todos os meus planos foram por água abaixo, inclusive os beijos que eu estava louca para dar no boy! Enfim.

Em homenagem a todos esses "maravilhosos" acontecimentos, vou republicar um texto que escrevi uns tempos atrás aqui neste blog. Para eu não esquecer que a Lei de Murphy existe!

Porque a Lei de Murphy existe: dez filmes que comprovam a teoria


1 - Adeus, Lênin! de Wolfgang Becker (2003) – A mãe de Alex, ferrenha defensora do comunismo da ex-Alemanha Oriental acorda de um coma de 15 anos no momento em que as duas Alemanhas se unificam. É dada a largada para uma corrida do filho contra os fatos, na tentativa de deixar o mundo exatamente como sua mãe gostava antes da longa dormida. Cenas engraçadas e até melancólicas compõem essa luta, mas Alex não pode fazer nada quando leva a mãe para passear no parque e estão levando embora a estátua de Lênin rebocada num helicóptero bem ali, na cara dos dois! Sem remédio... Adeus, Lênin.


Lênin indo embora


2 - 21 gramas, de Alejandro Gonzalez-Iñarritu (2003) – Um acidente de carro altera a tênue felicidade de três famílias. O atropelador sente muita culpa; a ex-drogada, mãe da família morta, fica arrasada e disposta a voltar ao consolo químico; e um professor de matemática recebe um coração novo no lugar do seu defeituoso. Antes disso, diante da morte iminente do marido, Mary, numa inacreditável tentativa de provar o amor que sente pelo professor de matemática, decide engravidar através de inseminação artificial. Mas apareceu um coração novo e o amor antigo morre. Mary fica a ver navios. Cruel.


3 - Jackie Brown, de Quentin Tarantino (1997) – A comissária de bordo de uma companhia aérea obscura transporta dinheiro ilegal para o traficante de armas Ordell, que já está na mira dos federais. Quando Jackie é presa e obrigada a colaborar com a polícia, entra em cena Max, o agente de condicional que precisa ficar de olho nela 24 horas por dia. Mas Max se apaixona perdidamente por Jackie... Porque o amor pode ser doloroso. E até doloso!


4 - Fale com ela, de Pedro Almodóvar (2002) – Depois de sermos apresentados aos dramas pessoais de Benigno, Alícia, Marcos e Lydia, numa rotina de hospitais, cuidados e mulheres sem palavras, conhecemos situações ocultas que culminaram na circunstância atual: o amor de Benigno por Alícia, primeiro numa aula de balé através da janela de seu apartamento, depois na rotina hospitalar. Mas antes disso, no dia em que Benigno decide abrir seu sentimento para Alícia, ela sofre o acidente que a deixa em coma – e para sempre ignorante do amor do enfermeiro por ela. Porque a lei de Murphy existe.


5 - O Lenhador, de Nicole Kassell (2004) – Walter é um homem de meia-idade que passou 12 anos na cadeia cumprindo pena por pedofilia. Quando é libertado, através de uma condicional por bom comportamento, naturalmente é rejeitado pela vizinhança e até por sua família. Mas a tensão maior começa ao perceber que o apartamento onde vai passar seus dias fica em frente a uma escola elementar cheia de menininhas pré-púberes, o fraco do pedófilo em questão. Porque as coisas sempre podem ser piores do que se espera.


6 - E sua mãe também, de Alfonso Cuarón (2001) – Julio e Tenoch são dois típicos adolescentes que só pensam em sexo e aventura. A chance de unir essa perfeita combinação surge quando Luisa, a prima trintona de Tenoch recém-separada e que acabou de chegar da Espanha, propõe uma viagem a três, na busca da perdida praia Boca del Cielo. No caminho, paisagens deslumbrantes, menos sexo do que eles imaginaram e mais paixão do que previram. Num acerto de contas final, quando os dois se percebem apaixonados e rivais no amor pela balzaquiana que enfrenta um câncer terminal, os podres sexuais vêm à tona e cada um se vangloria por ter “passado o rodo” na namorada do outro. Diante da passividade de Julio, Tenoch, na última tentativa de atingir o amigo revela teatralmente: “Y tu mamá también!”. Não confie nem no seu melhor amigo...


7 - Garotos Incríveis, de Curtis Hanson (2000) – o filme, baseado no imperdível livro homônimo de Michael Chabon, é uma sucessão intermitente de fatos que comprovam e atestam que a Lei de Murphy existe. Em um único final de semana – em que ele, inclusive, precisa dar uma palestra sobre literatura – o professor e escritor Graddy Tripp é abandonado pela esposa, descobre que sua amante (esposa do seu chefe) espera um filho seu, precisa entregar os originais de um novo livro para seu editor (mas está inacabado), além de conseguir matar o cachorro do chefe e tentar equilibrar a cabeça desequilibrada de seu melhor aluno. E do livro inacabado sobram apenas algumas folhas, depois de perder mais da metade numa ventania inesperada. Fantástico, fantástico.


8 - A professora de Piano, de Michael Haneke (2001) – o jovem aluno da professora de piano do título se vê perdidamente apaixonado pela mestra e toma a decisão de não medir conseqüências para conquistá-la (como todo jovem faria). A professora, muito austera e dona de uma personalidade insensível (até pela criação que a mãe ditadora deu a ela), recusa terminantemente as investidas do aprendiz. Mas ele não desiste. E quando finalmente ele consegue quebrar o coração de gelo da pianista, percebe que ela é tão durona, contida (e até maluca), que esse romance vai deixá-lo muito, muito desapontado. O amor, esse ser insensível.


9 - Os infiltrados, de Martin Scorcese (2006) – Sullivan é um afilhado da máfia infiltrado na polícia. Billy é um ex-policial infiltrado na máfia. Os destinos dos dois personagens se opõem milimetricamente (até na mulher que dividem na cama), numa guerra de nervos e cuidados para identificar quem é “bom” e quem é “mau” – dependendo do lado em que está infiltrado. Num acerto de contas inesperado em que algumas verdades são reveladas, o mocinho leva um balaço na cabeça. Pungente.


10 - Pecados Íntimos, de Todd Field (2006) – Sarah é uma jovem dona de casa inteligente demais para a vida típica dos subúrbios americanos. Brad é o belo pai que troca de função com a esposa (ela é quem sustenta a casa) e vive na mesma frustração de Sarah. Quando os passeios no parquinho com os filhos viram desculpa para os encontros sexuais dos dois, eles passam a vislumbrar uma saída para essa vida enfadonha e planejam uma fuga. No dia da tal fuga, Brad sofre um acidente e Sarah fica sem entender porque o amante não apareceu. Porque se houver uma chance das coisas darem errado, elas darão errado.


Sarah, Brad e as crianças

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A Lei de Murphy – criada pelo engenheiro aeronáutico americano Edward Murphy, ele foi a primeira vítima conhecida de sua teoria. Ele era um dos engenheiros envolvidos nos testes sobre os efeitos da desaceleração rápida em piloto de aeronaves. Para fazer tal medição, construiu um equipamento que registrava os batimentos cardíacos e a respiração dos pilotos, isso por volta de 1949. O aparelho foi instalado por um técnico, mas simplesmente ocorreu uma pane; com isso Murphy foi chamado para consertar o equipamento e descobriu que o técnico instalou tudo errado. Daí formulou a sua lei que dizia: “Se alguma coisa tem a mais remota chance de dar errado, certamente dará”. Eu gosto mais da versão posterior, um pouco mais trabalhada, - e definitiva - que diz: “Se alguma coisa pode dar errado, dará. E mais: dará errado da pior maneira, no pior momento e de modo que cause o maior dano possível”.


quarta-feira, 29 de abril de 2009

Os filmes da minha vida

Da série Blogagem Coletiva

Filmes, filmes, filmes! Qual a melhor diversão do mundo depois de uma boa leitura? Claro que é se entregar, por algumas horas, à magia do cinema! Ali se encontra tudo que há num bom livro: história, enredo, suspense, encantamento, fascinação, personagens... Aliás, esses três últimos "itens" são definitivos para que eu tenha certeza que aquilo lá que eu vi é realmente um filme excepcional.

Já vi muitos e isso torna especialmente difícil e árdua a tarefa de escolher um só para ser "o" filme da minha vida. Como acabei fazendo na escolha do livro da minha, decidi apontar três títulos que mudaram para sempre minha maneira de ver a vida.

Vou começar pelo filme que me causou a sensação mais gostosa que se tem ao assistir um filme: o encantamento. Supercalifragilisticexpialidocious! Quando escutei isso pela primeira vez - lá pelos meus oito anos - nossa! O encantamento foi imediato. Mary Poppins [1964, Robert Stevenson] com sua sombrinha que servia de pára-quedas, seu amigo limpador de chaminés que fazia desenhos no chão - e dava pra mergulhar neles - e sua valise com um fundo sem fim fez parte de meu imaginário por muitos anos. E até hoje, quando ando no maior estresse, essa obra-prima do cinema sempre aparece como apaziguador dos hormônios e pressões da vida: é só assistir que saio feliz, cantarolando as canções da babá mais divertida do mundo.


O segundo filme da lista foi o que me causou uma fascinação que me faz suspirar até hoje, quando penso nele: Casablanca [1942, Michael Curtiz] com sua história de amor cheia de rancores e paixões exacerbadas conquistou platéias do mundo inteiro e não foi por acaso! Rick (Humphrey Bogart) é sombrio e desiludido, encarando a vida com a dureza e o cinismo dos que carregam o coração partido; ele comanda um bar em Casablanca, único ponto de fuga para sua amada Ilsa, (Ingrid Bergman, lindíssima) que não está sozinha, mas com o marido - e ele não é qualquer um: ele é simplesmente um dos cabeças da resistência tcheca ao nazismo que tomava conta da Europa na Segunda Grande Guerra. Em meio a toda a turbulência política que ronda o local, Rick e Ilsa relembram o grande amor vivido entre os dois ainda em Paris, antes da invasão nazista na França. E quando Sam, o pianista do Rick's Bar toca As time goes bye, após a discreta insistência de Ilsa, a paixão por essa história e por esse filme é instantânea.

Uma outra coisa que destaco nesse filme é a riqueza dos diálogos, com frases e situações afiadíssimas para quem gosta de prestar atenção nisso. Tudo é muito cínico, tudo é muito duro, principalmente quando os personagens do Risck's Bar estão em cena. Na passagem em que Ilsa insiste que Sam toque As time goes by, ele simplesmente finge que não a conhece! O diálogo:

ILSA: Toque uma vez, Sam. Pelos bons velhos tempos.
SAM: Eu não sei o que quer dizer, senhorita.
ILSA: Toque, Sam. Toque As time goes by.

E os acordes e o vozeirão de Sam enchem o bar, para desespero de Rick, que queria mesmo era esquecer aquilo tudo. Fan-tás-ti-co!


O último filme dessa humilde lista é um que me causou fascinação e encantamento pela riqueza dos personagens apresentados ali. Também me fez ter certeza de que o cinema e a arte são uma fábrica inesgotável de possibilidades: Dogville, de Lars von Trier [2003]. Cinema com cara de teatro, teatro do absurdo, teatro caixa preta, num galpão escuro e sem elementos de cena. Um filme baseado na força de sua história e de suas atuações: um show.

O filme começa com uma tomada de cima, onde se pode ver o desenho da cidade - com as marcações dos espaços das casas desenhados no chão. A cidade se chama Dogville e é lá que Grace (Nicole Kidman, atuação fenomenal) procura abrigo ao fugir de gângsteres. Os moradores do local não querem se comprometer, mas deixam Grace ficar por ali, fazendo tarefas que "não são necessárias", mas que os moradores "generosamente" permitem. A verdade é que não há generosidade ou bondade, mas apenas uma relação de troca. E é aqui que a história relata de maneira magistral a arrogância inata ao ser humano. Lindo, simplesmente lindo.


Esses são os filmes da minha vida. Espero que tenham assistido - e gostado.
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Escute aqui As time goes by como toca em Casablanca.

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Este post faz parte da Blogagem Coletiva - O Filme da Minha Vida, proposta pela Vanessa, do Fio de Ariadne, ao qual 120 blogueiros cinéfilos aderiram e estão, hoje e amanhã, escrevendo sobre os filmes de suas vidas. Para ler esse pessoal todo, clique aqui.
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domingo, 26 de abril de 2009

São Luís no Ano da França no Brasil

Dei uma sumida da blogosfera, mas foi por uma causa nobre: é que tô trabalhando num documentário sobre O Ano da França no Brasil e como a programação do projeto foi lançada oficialmente esta semana, fiquei sem tempo até para dormir! E por falar nisso, esta é uma ótima oportunidade para assuntar sobre a minha cidade por aqui , já que São Luís e França tem algumas coisas [importantíssimas, diga-se de passagem] em comum.



Para começar, a História oficial conta que São Luís foi fundada por uma esquadra naval francesa que invadiu o Brasil em setembro de 1612. Os franceses estavam interessados em construir uma colônia francesa no Novo Mundo, a França Equinocial, próxima à Linha do Equador. Deram à colônia o nome do rei-menino que ainda não podia assumir o poder na Europa: e Luís XIII, no Brasil, virou São Luís.

A comemoração do Ano da França no Brasil em São Luís ganha ares mais culturais por conta do título que a cidade conquistou este ano: o de Capital Brasileira da Cultura. Então, o ano inteiro, vai chover de eventos legais por aqui; se você andava pensando em conhecer São Luís, o momento é esse!

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Dia desses, um amigo me ensinou uma "brincadeira" interessante com a sorte de hoje do orkut: acrescente a expressão "na cama" em todas as frases que a sorte de hoje te apresentar. É uma besteira, mas garante boas risadas.

A minha sorte de hoje ficou assim: "Nunca desestimule alguém que evolui, não importa quão lenta seja a evolução na cama." hahahaha, que tolice!

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A próxima Blogagem Coletiva está pertinho! Nos dias 29 e 30 de abril passe para conferir!



quarta-feira, 18 de março de 2009

Estou de volta!

Depois de quase trinta dias sem computador em casa - nossa, tudo isso! - estou de volta à blogosfera, cheia de coisas para blogar! Confesso que estou meio ansiosa e um pouco sem saber o que postar agora, entre tantas coisas, enfim. Antes de mais nada, preciso agradecer aos amigos que passaram por aqui para saber o que se passava! E agradecer aos que tiveram paciência.

Pensando nas prioridades, preciso postar logo o selinho da Blogagem Coletiva deste mês, que vai repetir a dificuldade do mês passado, em que tivemos que escolher o livro da nossa vida: dessa vez a escolha se transpôs para a tela grande! Aí vai:

Blogagem Coletiva: O filme da minha vida
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"Se encontrar um livro que tenha norteado sua vida até agora foi difícil, um filme será próximo do impossível. Eu sei muito bem disso. Existem dezenas de filmes que eu realmente gostei de assistir e virão outros, se Deus quiser. O filme de minha vida é um exercício. Escolher um filme que tenha marcado muito. Se sair uma listinha com dez, ainda assim estará valendo. Mas existe sempre AQUELE filme. Falemos sobre ele.

Caso deseje participar:

1. Deixe seu nome e o link do seu blog, até o dia 27 de abril, clicando aqui;

2. Leve um dos selos da coletiva;

3. Faça um post sobre o evento no seu blog, contendo este passo-a-passo e divulgue o selo;

4. Prepare na data marcada - dias 29 e 30 de abril- um post falando sobre o filme , sobre a experiência de assistí-lo, o que marcou, o que quiser falar sobre ele. Trata-se do seu filme preferido e, e claro, você é quem manda."

A turma que topou a coletiva deste mês fez um monte de selos legais para este tema. Vou publicá-los aqui até chegar o grande dia.


Essa coletiva é mais uma iniciativa da Vanessa, do Fio de Ariadne.
Ela tá ficando craque nisso.
Aparece para ler!
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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

O primeiro meme a gente nunca esquece!

Esse aqui foi enviado pela Luana Diniz, do Cousas e Louças. Divertido!

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1.A última pessoa com quem falou hoje: Minha mãe, ao telefone, que ligou pra dizer que meu primo ainda não tinha resolvido o problema do meu computador, que não quer ligar.

2.A última coisa que falou: “Esse viado*.”

3.O último pensamento: “Putz, que frio!” [o ar-condicionado está no máximo do frio: 16°, hahahaha...]

4.A última pessoa com quem brigou: Não ando brigando muito, ultimamente... Não consigo lembrar de ninguém que possa estar com raiva de mim.

5.A última pessoa com quem se reconciliou: ...

6.A última pessoa que falou de Deus pra você: Barney, o Leonam, que está trabalhando comigo num freela que estou fazendo no carnaval. Ele é assistente de câmera e é muuuuito legal.

7.O último lugar que você gostaria de estar: no meio de um congestionamento de trânsito na Curva do 90 [ontem estive nele e fiquei muito, muito injuriada]

8.O último filme a que assistiu: O leitor, de Stephen Daldry, muuuuito diferente [gostei]


9.O último livro que leu ou que está lendo: Acabei de ler A menina que roubava livros [amei] e engatei a releitura de Romance Negro, de Rubem Fonseca

10.O último presente que ganhou: um lenço da moda! [quem me deu foi a Biah, minha amiga Fabíola]

11.A última coisa que gostaria de estar fazendo: correndo atrás de ônibus! Que saco!

12.O último telefonema feito ou atendido no seu celular ou telefone: Minha mãe, como expliquei acima

13.O último conselho que deu e pra quem deu: é como aquelas ironias da vida, Maysa morrer sóbria e Gisele esquecer o último conselho que deu, hehehe, eu vivo fazendo isso! =)

14.A última vez que chorou e por que: Sexta-feira passada, acordei de ovo virado. Chorei várias vezes nesse dia, por vários motivos [sempre alguma asneira]. No sábado já estava bem melhor

15.O que faria hoje se fosse seu último dia de vida: acho que faria uma “festinha” com os chegados. Ia querer ver todo mundo que amo!

Como todo meme, precisa passar... deixo para Nina (Entre mãe e filha); Janaína Amado (Enredos e Tramas); Patrícia; Renata (O mundo na Luneta) e Helen Marie (Contos da Madrugada).

* Com "i" mesmo, com aquele significado pejorativo...

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terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

O livro da minha vida

Da série Blogagem Coletiva

Falar de livros nunca foi difícil pra mim. Mas falar do favorito, do melhor de todos, do livro da minha vida? Noooossa, que roubada: desde meu primeiro encontro com um livro, já foram muitos os títulos que passaram por mim e muitas foram as histórias que me fizeram viajar por elas, sem conseguir desgrudar das palavras, das histórias, das situações e do livro em si.

O primeiro que me fez esquecer de tomar banho, esquecer de comer, esquecer até de brincar com meus amigos de infância foi Reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato, que peguei emprestado na Biblioteca Pública Benedito Leite. Aos oito anos de idade, aquelas histórias fantásticas sobre os netos da Dona Benta me fizeram, para sempre, uma leitora ávida e, por vezes, quase compulsiva, cheia de métodos e "manias de leitor": tinha que ler um livro por semana, tinha que ver o número total de páginas antes de começar a leitura, o próximo livro tinha que ter mais páginas que o anterior...


Li tudo que uma criança pode querer ler nessa fase: praticamente toda a Coleção Vaga-Lume da Editora Ática. O primo-professor do meu vizinho recebia os títulos da coleção gratuitamente, presente da editora; os livros iam para meu vizinho e dele para as minhas mãos. Depois começou a paixão pelas bibliotecas e toda quarta-feira era dia de visitar a que funcionava no SESC da Deodoro. Ali fui feliz, em plena adolescência! Fernando Sabino, Herman Hesse, Agatha Christie, Rubem Braga, João Ubaldo Ribeiro e mais um monte de autores eram minha companhia constante: três livros por semana e não menos que isso!
LinkQuando entrei no Curso de Comunicação da UFMA as coisas ficaram mais difíceis para minha leiturinha de todo dia; tinha quer ler textos e textos técnicos, tinha as visitas diárias do Bambu Bar... Mas isso ajudou o hábito a ficar mais refinado. Não dava pra ler qualquer coisa, então tinha que escolher bem as leituras. Foi quando comecei a me dedicar a Joyce, Cortázar, García Márquez, Woolf, Calvino, Camus, Proust... Apesar de minha avidez pelos clássicos, os próximos livros que me marcaram estão longe desse status, embora tenham se tornado clássicos da minha vida.

Garotos Incríveis
, de Michael Chabbon, me fez sentir o mesmo que senti quando li o clássico de Lobato. Esquecia de comer, esquecia da hora de dormir e esquecia que tinha estágio cedinho, no dia seguinte. Foi neste aqui que conheci a Lenda do Doppelgänger, que deu origem a este humilde blog. Me marcou pelos paralelos que encontrei com minha própria vida: o escritor Grad Tripp passa seus dias dando aulas de literatura, colecionando casos amorosos e tentando terminar o grande livro da sua vida, um trabalho que já lhe consome há sete anos, num calhamaço que já conta três mil páginas! Não que eu dê aulas de literatura ou colecione namorados, mas venho tentando escrever um livro já faz tempo...



O último livro a entrar no rol de "Livros da Minha Vida" é de um quase clássico, Salman Rushdie, que ganhou fama ao irritar o aiatolá Khomeinin, um dos papas do Islamismo no século passado, com o livro Versos Satânicos. (Mas não é esse o outro livro da minha vida.) Rushdie estava especialmente inspirado quando escreveu O último suspiro do Mouro e me mostrou a magnífica e inimaginável diversidade da Índia! E olha que isso é muito anterior à novela das oito!

Moraes, o Mouro, indiano de nascimento, tem sangue judeu, português e dos mouros espanhóis de origem árabe nas veias. Envelhece duas vezes mais rápido que os humanos normais, de modo que suas primeiras experiências sexuais começaram aos sete anos de idade - numérica, digamos assim, mas na verdade 14, biologicamente. Tem um punho igual a um martelo e uma família totalmente inacreditável. Inacreditável! Esse livro é mesmo fantástico. Me fez perceber a dor e a delícia de parecermos velhos, sem sermos; de se sentir sozinho, mesmo numa cidade de um milhão de habitantes e ter a certeza que, às vezes, isso não é tão ruim; de descobrir que todas a juras de amor ditas entre quatro paredes não passam de balela, mas que não precisamos encarar isso como o fim do mundo...


É isso. Pode parecer absurdo, mas o livro da minha vida são, na verdade, três! Reinações de Narizinho, Garotos Incríveis e O último suspiro do Mouro. Eu recomendo.

Mas... e aí? Qual é o livro da sua vida?
[Este post integra a ótima blogagem coletiva proposta pela Vanessa, do Fio de Ariadne, sobre o livro da sua vida — não necessariamente o mais bem escrito ou o melhor, mas O livro, aquele que fez toda a diferença pra você.]
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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Minha Primeira incursão numa Blogagem Coletiva

Blogagem Coletiva: O livro da minha vida


Amanhã é o dia marcado para minha primeira incursão no "projeto" Blogagem Coletiva. O tema desta terça é "O livro da minha vida".

Não sei quem inventou essa história de coletiva, mas sei que a de amanhã é uma iniciativa da Vanessa, blogueira lá do Fio de Ariadne, que pensou neste tema dos livros de uma maneira bem interessante. (Dá pra ler aqui).

Para participar é fácil. É só seguir o passo-a-passo (depois da reforma ortográfica, essa expressão mantém o hífen? hehehe):

1. Deixe seu nome e o link do seu blog clicando aqui;

2. Leve o selo da coletiva (dá pra pegar lá no Fio de Ariadne);

3. Faça um post sobre o evento no seu blog, contendo este passo-a-passo e divulgue o selo;

4. Prepare, na data marcada, um post falando sobre o livro, sobre a experiência de lê-lo, o que marcou, etc...

Agora é só escrever.

Té mais!
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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Jesus! Que Luz!

As últimas notícias da mídia internacional de celebridades só dão conta da rainha do pop, Madonna, aquela que estrelou o quentíssimo "Erotic", publicou "Sex", cantou aos sussurros "Justify my love" e chocou o mundo no início da década de 90 ao admitir gostar de meninos e meninas.
Mas, aos cinqüenta anos, Madonna encontrou Jesus e o caminho da Luz!
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É perfeitamente compreensível o fato de Jesus Luz, modelo brasileiro que está enlouquecendo a rainha do pop, ter cegado completamente a loira. Nas primeira fotos publicadas do ensaio produzido para a revista "W", aqui no Brasil, dá pra ver a cara embabascada que Madonna não consegue disfarçar ao olhar o garotinho. E que garotinho...
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domingo, 30 de novembro de 2008

É Peixe! ou O que tem de bom na Rede - 7


Se você anda meio cansado da mesmice nossa de cada dia, o FaceinHole.com pode ser a saída para uma vida virtual mais animada... Como sugere o nome do site - "cara no buraco", numa tradução livre - a página faz fotomontagens em que é possível colocar seu rosto em corpos de celebridades. E não só elas: astros do esporte, do cinema, da animação infantil, da História, da atualidade, enfim, ''cenários" diferentes para combinar com o humor do dia. É possível sair de lá como a cantora Beyoncé na capa de seu último álbum, como a"Noiva" do filme Kill Bill, como a top Gisele Bündchen na capa da Vanity Fair e até como a estátua O Pensador, de Rodin.

Para criar as montagens basta escolher o cenário - ou a celebridade - e selecionar uma foto, em jpeg, de seu computador. Também é possível gerar a imagem a ser usada a partir da sua webcam. No próximo passo, é só fazer as adaptações necessárias - enquadramento do rosto e cor da foto - e salvar. Para salvar a foto é preciso fazer um cadastro simples, com nome e email apenas.

Essas foram as minha experimentações:



Em tempos de Natal, o FaceinHole também quebra um galho e envia cartões-postais aos seus amigos. Você pode enviar por email ou mesmo imprimir os arquivos para entregar em mãos. Um dos meus já está pronto.


Vá lá produzir os seus e divirta-se!
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domingo, 31 de agosto de 2008

Grande revelação

Da série "Panacéia"
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Então tá!
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sábado, 23 de agosto de 2008

Licença Olímpica

Andam dizendo por aí, que nos Jogos Olímpicos de Pequim, as mulheres tiveram supremacia nas competições - pelo menos no que tange ao Brasil. Houve brasileira medalhando no judô, medalhando na vela, medalhando no taekwondo, medalhando bem no futebol e melhor ainda no atletismo e no vôlei.

E hoje os resultados confirmaram a boataria: o vôlei feminino levou medalha de ouro e no taekwondo, uma mocinha levou o bronze (medalha histórica). Um dia feminino.

O power girl exacerbado deste sábado até me lembrou um grande achado da internet nesses últimos dias: num game online engraçadíssimo - o Escape From Rehab - a nossa sempre querida, embora louca, Amy Winehouse tenta fugir da reabilitação e, de quebra, libertar o amado Blake Fielder-Civil da prisão. No caminho, iminigos estranhos tentam atrapalhá-la, mas a diva conta com o auxílio luxuoso de seringas envenenadas, cachimbos de crack e garrafas de uísque para se defender. Hilário.
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O game faz parte da estratégia de divulgação do filme Disaster Movie, que tem estréia mundial marcada para o próximo dia 29. (É mais um daqueles besteróis americanos que parodiam os filmes e as personalidades mais badaladas da temporada, incluindo a pobre Amy Winehouse).

P.S. Winehouse não é nenhuma atleta, mas seria uma conquista olímpica se ela conseguisse tirar o marido da prisão!