quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Paris, te amo: como as coisas simples da vida


Assisti por esses dias esse filminho que, apesar da irregularidade, é muito bacana... Pudera! O projeto reuniu 21 consagrados diretores de cinema que aceitaram o desafio de filmar uma história de amor em Paris, com um orçamento limitado, em um tempo mais limitado ainda - a média entre os 18 episódios é de 5 ou 6 minutos para cada filmete. Mas agrada. E logo de cara!
A trilha sonora é muito boa e tão despretensiosa quanto a maioria das histórias contadas - justamente o que torna mais interessante o projeto que, a despeito dos grandes nomes que dão "grife" ao filme, ficou simples e encantador.
Num geral, os episódios falam de encontros românticos, como no caso do filmete dirigido pelo francês Bruno Podalydès, em que um homem solitário reclama da solidão e a resposta para seus problemas vem através de um tombo logo ao seu lado. O amor aparece também em outros contextos, como no caso do episódio estrelado por Juliette Binoche, em que uma mãe sofre a dor da perda de um filho. Esse recorte nos presenteia com uma Paris noturna e deserta, simplesmete linda. Tom Twiker (o alemão diretor de Corra, Lola, Corra) se utiliza de um recurso simples, mas eficiente para contar a história de amor entre Natalie Portman e seu namorado cego. Fantástica (e hilária) também é o quarto episódio, dirigido pelos Irmãos Coen (de Fargo e Matadores de Velhinha) em que um turista americano (Steve Buscemi) se vê em apuros dentro da estação de metrô por causa de um casal apaixonado e louco. Mas gostosura mesmo é o último episódio, dirigido pelo Alexander Payne (de Sideways), em que uma turista americana gorda e caipira vive momentos solitários dentro da "Cidade dos Amantes" e se descobre apaixonada por Paris. A poesia também agrada no episódio do casal de mímicos, num romantismo lúdico sem fim.
Apesar da já dita (e até esperada) irregularidade, Paris, eu te amo (2006, vários diretores) é um filme que vale o ingresso... e vale também a experiência. Ao sair da sala de cinema você só consegue pensar em como são boas as coisas simples da vida.
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Ouvindo nesse minuto: Feelings com Caetano Veloso
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3 comentários:

Paty disse...

A história de amor dos mímicos é muito lindinha, mas aquela do vampiro, o que é aquilo? rsrs

Bruno Delfino. disse...

Oi Gisele!

Muito obrigado pela visita ao Falando Nisso. Quero te ver mais vezes por lá hein?

hehehe

Curti teu blog tbm. Tá show!

bjoos

Bruno Delfino.
www.falandonisso.com

Fanny disse...

Hmn, me abriu uma curiosidade...

Gostei muito da idéia, sei lá deve ser uma fase da minha vida. hahahah

Vou procurar ver.