quinta-feira, 17 de abril de 2008

Desespero desesperador

Um acontecimento, outrora visto como unificador de povos e culturas distantes, faz seu debut na categoria 'desagregador' neste ano de 2008: as Olimpíadas, que acontecem em Pequim no próximo semestre, virou o principal palco de protestos de simpatizantes da causa tibetana no mundo inteiro. A passagem da tocha olímpica, normalmente muito esperada pelas cidades escolhidas para isso, perderam completamente a graça - caso não apareça nenhum ativista pró-Tibet. E quandos eles (os ativistas) encontram a tocha, vale tudo para tentar apagá-la. É cada performance inacreditável... Aliás, os esforços em encontrar uma solução definitiva para apagar a tocha olímpica foram tema de um texto ótimo no Gravataí Merengue.

Piadas a parte, a situação entre Tibet e China é complicada. Em primeiro lugar, pela cara-de-pau do governo chinês, que insiste em afirmar que o Tibet "pertence" à China desde o século 13! (Qualquer estudante de ensino médio sabe que a área foi anexada à República Popular da China depois de uma invasão ordenada por Mao Tse Tung, lá pelos idos de 1950... se bem que há um conflito anterior, mas não se justifica). Em segundo lugar, pelo desespero que agora abate os tibetanos, reconhecidos mundialmente pela paciência e espírito zen que carregam - um benefício direto da religião oficial do local, o Budismo Tibetano.

O mundo costuma enxergar os seguidores do Dalai Lama como criaturas à prova de qualquer desespero: mas as coisas chegaram a um ponto desesperador. Tanto que monges budistas deixaram a habitual tranqüilidade de lado e se renderam aos protestos! O exercício não-habitual do desespero entre os monges budistas é muito perturbador. ( No YouTube tem um vídeo que dá uma idéia do ponto em que se chegou).

Os protestos se espalharam pelo globo, com manifestações cada vez mais violentas. A festejada passagem da tocha virou motivo de reuniões públicas contra os Jogos Olímpicos da China. San Francisco, Buenos Aires e Londres deram um apoio significativo (regado a muitos loucos manifestantes) ao Tibet e contra a China. Em Paris, conseguiram apagar a tocha! Cidades da Ásia, como a japonesa Nagano, já desistiram de receber a tocha e passaram a batata quente a quem interessar possa. Enquanto isso, na "sala de justiça", o governo chinês só sabe culpar o pobre Dalai Lama de comandar os protestos mundiais: estão tentando fazer de um santo o próprio diabo. E entre tantos acontecimentos loucos, tristes e absurdos fica a dúvida: será que as Olimpíadas da China vingam? E será que o Tibet sai dessa? Nessa altura do campeonato, tudo o que se pode esperar é que a corrida atrás da tocha - para apagá-la - vire esporte olímpico.

domingo, 6 de abril de 2008

Será?

No Orkut

Sorte de hoje:
Você passará em uma prova de fogo que o tornará mais feliz.

Na minha cabeça

Será que o termo "prova de fogo" inclui as chatíssimas situações cotidianas?

Tomara...

segunda-feira, 31 de março de 2008

Se a moda pega... parte 5

Não, não foi na Jamaica Brasileira, na Ilha do Reggae - ou São Luís do Maranhão. Foi no Rio de Janeiro, naquele bairro de classe alta-altíssima, onde os moradores pagam por um serviço de segurança pública exclusivo... E para entrar lá tem quem pagar pedágio dentro do mesmo município... esse mesmo, o Recreio dos Bandeirantes, bem ali, na Barra.

A prisão do homem, de 33 anos, foi feita após denúncia anônima de vizinhos. Segundo a polícia, ele também tinha um livro sobre o plantio da espécie, além de uma quantia "preparada" da erva.

Mas tudo tem um porém... especialmente se você for morador do Recreio: sim, ele foi liberado. E deve responder pelo crime de plantio e consumo da droga em liberdade. Se fosse morador de algum morro...

Se a moda pega... caraca!
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Fonte: Folha Online

sexta-feira, 28 de março de 2008

Um olho gigante na tela

Da série Filmes que Ninguém Lembra

Este eu assisti muito por acaso, há uns 15 anos (olha que não passei dos 26...) em uma noite de insônia - já presente em tão tenra idade! - numa dessas "sessões de gala" ou "corujões" da vida. Conta a história de uma cidade do interior da Inglaterra em que uma série de assassinatos começa a assustar os moradores, especialmente por uma particularidade nas preferências do assassino: ele só mata mulheres com alguma deficiência física.

Nesse cenário surge Helen, a dama de companhia de uma rica senhora, moradora de uma formidável mansão vitoriana, ideal para a ação de assassinos loucos. Helen é muda desde a infância e invariavelmente entra na mira do serial killer. O avanço da história deixa claro que o assassino vive na estranha mansão, onde tem uma escadaria em espiral. É lá que "ponto de vista" da câmera mostra o olhar do assassino desconhecido observando a mocinha sem palavras. Vez por outra, um imenso olho enche toda a tela - o olho do psicopata a observar sua próxima vítima. Este fulano olho é uma das lembranças que mais se fixou em minha memória e, não por acaso, ele foi parar em um dos cartazes do filme, uma produção de 1945!

O clima do filme é de um clássico noir, em P&B, com muitas sombras, tempestade lá fora - com direito a raios, trovões e estranhas ventanias - e suspense alcançando picos extremos. Enquanto a mocinha caminha, lépida e fagueira, pela escadaria da mansão ou mesmo pelos jardins da propriedade, tem sempre uma figura anônima a observá-la, estudando um bom momento para o ataque fatal. Encontrei no YouTube um trecho do filme em que se percebe nitidamente o mistério e o medo que envolvem a história. Dá para vê-lo clicando aqui.

O filme foi inspirado no romance da escritora Ethel Lina White, que acabou virando roteirista de cinema. Entre outros roteiros interessantes que escreveu, está também A Dama Oculta, filme de 1938, dirigido por Alfred Hitchcock - ainda no seu período pré-Hollywood.

Será que alguém, além de mim, lembra deste filme?

terça-feira, 25 de março de 2008

Um cast para Hitchcock

É lugar-comum afirmar que o grande Alfred Hitchcock foi um cineasta cheio de "rituais" na hora de rodar seus filmes: suas rápidas aparições, geralmente no início deles; a escolha (a dedo) do elenco; a fixação em loiras angelicais - que depois se mostravam um tanto demoníacas - as estranhas relações entre mães e filhos, como Norman Bates e a mãe morta, em Psicose; além do perfeccionismo exacerbado, viraram marca da sua filmografia.

Dentre as muitas manias, uma foi foco da edição de março da revista norte-americana Vanity Fair: a escolha apurada dos atores rotineiramente feita pelo diretor inspirou o ensaio Hitchcock Portfolio, em que 21 atores da geração hollywoodiana pós-Hitchcock foram convidados para reviverem cenas marcantes de filmes marcantes realizados pelo inglês naturalizado norte-americano. Se ele tivesse sobrevivido àquele abril de 1980, quem, hoje em dia, seria aprovado pelos rigorosos critérios hitchcockianos? Eis o resultado da investigação.

Scarlett Johansson e Javier Barden em Janela Indiscreta (1954)


Jodie Foster em Os Pássaros (1963)
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Renée Zellweger em Um Corpo que Cai (1958)


Naomi Watts em Confissões de uma Ladra (1964)

Gwyneth Paltrow e Robert Downey Jr. em Ladrão de Casaca (1955)

Charlize Theron em Disque M para Matar (1954)

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Marion Cotillard em Psicose (1960)


Qual destes jovens talentos de Hollywood cairia nas graças do diretor perfeccionista? Confira outras fotos do ensaio aqui. Claro que o YouTube não deixaria isso de fora do acervo, né? Aqui tem um vídeo sobre o ensaio da Vanity Fair.

domingo, 23 de março de 2008

Arthur C. Clarke e o melhor da Ficção Científica no Cinema

Da série Top 5

A triste notícia sobre a morte de Arthur C. Clarke, divulgada esta semana, inspirou esse post, que tenta organizar uma lista com os melhores filmes de ficção científica na minha modesta opinião. Que fique claro que não tenho loucura pelo gênero, portanto, é natural que escape um ou outro filme considerado fundamental para qualquer tentativa de classificação dos filmes sci-fi.

1 - 2001: uma odisséia no espaço, de Stanley Kubrick. O filme, produzido em 1968, é um clássico absoluto. Baseado no conto "A Sentinela", de Arthur C. Clarke, foi o primeiro grande filme a falar do domínio das máquinas sobre os homens, fazendo uma reflexão sobre a evolução humana. Na história, uma equipe de astronautas navega pelo espaço, rumo ao planeta Júpiter, a bordo da nave Discovery, totalmente controlada pelo computador Hal 9000. No meio da viagem, uma pane no sistema de navegação faz o supercomputador ter vida própria, e o medo de ser desligado o torna uma terrível ameaça à vida dos tripulantes.


2 - Blade Runner - O Caçador de Andróides, de Ridley Scott. Já um cult por excelência, lançado em 1982, é um dos filmes que mais marcaram meu imaginário infantil sobre um futuro cheio de terríveis invenções. Na história, um grupo de andróides assassinos muito mais fortes que os humanos - os chamados replicantes - é caçado na terra por um ex-blade runner (o esquadrão da polícia especializado em "aposentar" andróides) vivido por Harrison Ford. O clima noir da produção e a história toda é muito doida, mas totalmente demais! Tudo o que o grupo de replicantes quer é encontrar seu criador, para que ele lhes dê mais alguns anos de vida - eles são fabricados para morrer após quatro anos de "existência". O problema é que os replicantes têm um emocional muito instável...

3 - Matrix, dos Irmãos Wachowski. O primeiro filme da trilogia, de 1999, tem uma história fantástica e totalmente inserida no novo contexto das realidades virtuais vividas por nós, ávidos usuários da tecnologia. No distante futuro do ano 2200, vivemos num mundo onde as máquinas controlam a vida dos homens por meio da Matrix, um sistema artificial de simulação da realidade que usa os organismos dos seres humanos para produzir energia. Mas um grupo de humanos livres, vivendo nas profundezas da Terra não se conforma com isso e parte para a briga contra o sistema, em mais um filme de ficção científica com o embate homem versus máquina.

4 - E.T. - O Extraterrestre, de Steven Spielberg. Cheio de imagens que podem ser consideradas ícones do cinema (como a usada no cartaz ou aquela em que uma luz se acende na ponta do dedo do ET), é daqueles filmes meio arrebatadores para as crianças. E eu assisti justamente quando era criança... Em uma visita de exploração pela Terra, um ET é esquecido pela nave espacial em que viajava e logo é encontrado pelo menino Elliot, que vira seu amigo, protegendo-o de todas as maneiras para que não seja estudado como cobaia extraterrestre pelo serviço secreto americano. As capacidades telecinéticas do ET e o dom de voar dão o toque mágico necessário para fazer dos ET's seres completamente confiáveis (pelo menos para mim).


5 - Laranja Mecânica , de Stanley Kubrick. Numa Londres de um futuro não especificado, uma gangue de delinqüentes liderada por Alex, aterroriza a cidade com atos de ultraviolência - incluindo aqui agressão a mendigos, estupros e invasões a residências - sempre ao som de música erudita (Beethoven, de preferência). Mas o líder do grupo é preso e submetido a um tratamento experimental de reabilitação cruel, que o deixa completamente indefeso contra a violência cotidiana do mundo normal. Um clássico.
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Esta é uma listgem pessoal. Mas não é que ficou um tanto parecida com outras listas oficiais por aí? Confira outras aqui e aqui.

A morte de Clarke - Arthur C. Clarke morreu na última quarta-feita, dia 19, aos 90 anos de idade, na cidade de Colombo, Sri Lanka. Fã ativo da ficção científica, escritor e divulgador científico, Clarke morreu mantendo os olhos no futuro. Não foi à toa que em dezembro do ano passado, tornou público três desejos em que acreditava ardentemente: que o mundo deixasse sua dependência do petróleo, que a paz no Sri Lanka fosse estabelecida e que finalmente os ETs fizessem algum contato com a Terra.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Sobre Lendas Urbanas, Duendes Saltitantes e outros absurdos

Quem nunca ouviu falar de uma suposta garota loira que teria se suicidado no banheiro da escola em que estudava e ficou para todo o sempre aterrorizando estudantes matadores de aula? E quem não conhece alguém que leu no jornal uma notícia que dava conta de uma criança que teria morrido após ter sido picada por uma cobra na piscina de bolinhas do McDonald's mais próximo? Por falar em McDonald's, alguém já deve ter tentado te convencer de que o hambúrguer de lá é produzido a partir de minhocas processadas.

Essas são apenas algumas das muitas histórias que povoam o chamado "imaginário coletivo" popular e acabaram denominadas lendas urbanas. O ponto em comum entre elas é que todas são histórias de caráter fantástico ou sensacionalista, quase folclóricas, mas amplamente divulgadas, seja de forma oral, por email ou até mesmo pela imprensa. Normalmente, são narradas como fatos acontecidos com "um amigo de um amigo" ou então por "um conhecido". Assim, a tal garota loira suicida citada logo acima se transformou na famosa Loira do Banheiro; Paul McCartney morreu em 1966 e foi substituído por um sósia; Elvis não morreu - foi abduzido - e é melhor prestar mais atenção nas crianças porque tem um famigerado Homem do Saco circulando por aí, à procura de meninos e meninas mal-comportados.

Uma das lendas urbanas mais célebres e conhecidas acabou parando num filme de nome sugestivo, o risível Lenda Urbana, que virou até trilogia de Hollywood! Uma incauta qualquer é seduzida em uma festa noturna por um desconhecido, terminando a noite enfiada numa banheira de gelo e ao acordar morrendo de frio descobre, perplexa, que teve um de seus rins extirpado por uma quadrilha de tráfico de órgãos capitaneada pelo facínora sedutor. Sim, tudo isso acontece no filme: em poucas palavras, a cena do rim, que faz parte do segundo filme da série, é simplesmente horrorosa.

Mas lenda urbana que se preze tem que assustar - ou pelo menos causar alguma repulsa em quem a ouve. Por estes dias, em Manaus, a lenda urbana da Loira do Carro Preto, exaustivamente divulgada por programas policiais das emissoras de tevê da cidade, motivou um quase-linchamento numa delegacia da capital amazonense, provando que a tal história é das boas! A lenda conta que uma loira que dirige um carro preto pela cidade, acompanhada por um homem, anda à cata de crianças para roubar-lhes os órgãos. Ao saber que uma mulher, loira, dirigindo um Fox preto, havia sido presa junto com um homem, após perseguição policial, uma multidão se dirigiu ao 18º DP de Manaus para conhecer, de perto, a mulher de quem a lenda falava. De acordo com a Folha Online, quando os suspeitos chegaram à delegacia, cerca de mil pessoas já estavam na frente do distrito para "pegar" a suposta ladra de órgãos. Enfim, acabou-se apurando que a loira era suspeita de traficar drogas, e não órgãos de crianças, e ainda foi libertada por insuficiência de provas. Um menino, levado à delegacia pelos pais, aguardava a pessoa que, segundo o garoto, havia tentado raptá-lo dias antes. Ao ver a tal loira, disse que a reconhecia. Em seguida, mudou a versão.

Há outra boa lenda rolando por este mundinho à fora. Ela anda arrepiando até o último fio de cabelo dos nossos hermanos - mas essa história já quer extrapolar o limite do racionalmente aceitável: um duende teria aparecido a um grupo de jovens numa cidade do interior da Argentina. Para provar o acontecido, um dos rapazes filmou tudo com a câmera de seu celular. O vídeo, com péssima qualidade de imagem, já foi parar no YouTube. Verdade? Armação? Ou só mais uma lenda urbana? Seja o que for, não há quem consiga botar na cabeça dos moradores da cidade de General Güemes que o vídeo exibindo um "serzinho" saltitante e vestido à caráter não prova em nada a existência do ente sobrenatural. Dê uma olhada no "vídeo" e tire suas conclusões.




quinta-feira, 13 de março de 2008

Macho grávido? Só em Dracon!

Da série Filmes Que Ninguém Lembra...

Assisti esse filme na Sessão da Tarde, lá pelos meus sete ou oito anos de idade e nunca mais tive oportunidade de revê-lo. Deve ter passado uma ou duas vezes na tevê e em uma dessas vezes, irremediavelmente ficou guardado em minha memória, que diga-se de passagem, não é "lá essas coca-cola"! Lembrei dele recentemente e fui procurá-lo pelo "Santo Google" e descobri que o filme até já foi relançado em DVD, à venda nas Lojas Americanas! Mas vamos lá.

A aventura de ficção científica, dirigido por Wolfgang Petersen, conta a história de uma guerra galática travada entre a Terra e o planeta Dracon. Em uma das tantas batalhas, o piloto humano Willis Davidge, interpretado pelo ator Dennis Quaid, faz um pouso forçado num planeta estranho e desabitado, mas logo descobre que há um draconiano morando por lá, o Jeriba Jerry - ele acabou parando no planeta estranho da mesma forma que o terráqueo.

Teoricamente os dois são inimigos e se enfrentam como tal durante boa parte do filme, mas o episódio em que o humano quase é tragado por um monstro escondido num buraco no meio da areia e tem sua vida salva pelo alienígena, muda toda a história e os dois acabam descobrindo o óbvio: num planeta isolado, inóspito e hostil como o que se encontram, o melhor a fazer é unir forças para se manter vivo. Superado o ódio mortal, os dois viram bons amigos. E é aqui que a história fica interessante. Tão interessante que o termo "aventura de ficção científica" é pouco para classificar o filme: acho que ele pode ser encarado como drama também, tantos são os conflitos psicológicos vividos pelos personagens. Fora que o draconiano Jerry, vivido pelo irreconhecível Louis Gosset Jr, é um réptil-alienígena cheio de particularidades. Para começar, ele fala como se fosse um gato ronronando - passei dias tentando imitar a fala dele. E não pára por aqui, tem coisas mais loucas: ele fica grávido! E mostra uma senhora barriga para um estupefato humano, macho, que se acostumou a ver mulheres engravidando para perpetuar a espécie. Jerry explica a Willis que os draconianos são hermafroditas: olha o parafuso que dá na cabeça do terráqueo! Felizmente ele aceita aceita a situação e até faz o parto do draconianozinho - ainda ajuda a criá-lo como seu filho. Inacreditável! Uma verdadeira lição de tolerância. No Youtube encontrei um vídeo que retrata exatamente esse diálogo.



Vale à pena recordar esse filme que ninguém lembrava, mas eu ainda lembro bem... E adorei saber que dá para tê-lo em casa.

quinta-feira, 6 de março de 2008

"Músicas para OUVIR depois de um pé na bunda" e "Músicas para NÃO OUVIR depois de um pé na bunda"

Da série Top 5...

Há umas duas semanas estive quebrando o galho de um amigo que viveu uma desilusão amorosa e passei uns dois dias atacando de conselheira sentimental. Em meio às conversas entrecortadas por choros convulsivos e frases tipo “a minha vontade é só morrer”, surgiu em mim uma modesta tentativa de içar aquele ego que andava lá pelo fundo do poço: acabei imaginando um top five de músicas que NÃO se deve ouvir depois de levar um fora ou um pé na bunda. Mas, como diria o Inagaki, tergiverso. E por falar no japa, ele escreveu um texto que me lembrou bastante o coração partido de meu amigo. Ah! O tratamento para desilusões amorosas também inclui uma lista de músicas que se deve ouvir para melhorar o ego e a auto-estima. Enfim.

Top 5 músicas para OUVIR depois de um pé na bunda

1 - Apesar de você, de Chico Buarque – a inspiração do Divino Chico para essa música foi um triste momento político do país. Mas tristeza por tristeza, ela pode virar um anestésico para corações partidos se a repetirmos muitas vezes, especialmente aqueles versos lá do finalzinho... (“Apesar de você amanhã há de ser outro dia / Você vai se dar mal, etc e tal / lá-lá-lá-lá-lái-á...”)

2 - I can see clearly now, de Jimmy Cliff – além dessa música dar uma vontade danada de dançar, os versos podem ser muito encorajadores para um coração partido ("I Can see clearly now the rain is gone / I can see all obstacles in my way / Gone are dark clouds that had me blind / It's gonna be a brigth / bright sunshiny day...")

3 - I will survive, de Gloria Gaynor – o hit pode até ter virado Hino Gay depois de filmes como “Será que ele é” e “Priscilla, a Rainha do Deserto”, mas a verdade é que essa música é um corolário aos que sobreviveram a qualquer decepção amorosa, enumerando todas as fases vividas após um abandono, desde o medo, a insistência em se machucar, o renascimento e um reencontro triunfante com o "ex" em que já se pode esnobá-lo bastante (Oh now go / Walk on the door / Just turn around now / You're not welcome anymore / Weren't you the one / Who tried to break me with desire? / Did you Think I'd crumble / Did you think I'd lay down and die? Oh not I / I will survive...")

4 - Do lado de dentro, Los Hermanos – os hermanos também fizeram uma música bem tristinha e cheia de rancor, falando de castelos e universos românticos, mas depois o coração partido dá uma reviravolta e mostra que é macho o bastante para dar a volta por cima ("Que é pra esquecer de uma só vez / que esse castelo só me prendeu, viu? / Mas hoje o universo se expandiu / E aqui de dentro a porta se abriu...")

5 - 21 Things That I Want In a Lover, Alanis Morrissete – aqui, depois de partirem seu coração, a canadense faz questão de simplesmente espicaçar qualquer pretendente seu, deixando bem claro todas as 21 coisas que espera que um amante tenha e se não tiver, meu bem, caia fora! E pressa para encontrar outro é uma coisa que ela não tem ( “I'm in no hurry i could wait 4ever / I'm in no rush cause i like being solo...”)

Top 5 músicas para NÃO OUVIR depois de um pé na bunda

1 - Atrás da porta, Elis Regina - Muito triste essa música! Ouvi-la só dá vontade de cortar os pulsos. Não ouça em hipótese alguma. Olha só os versos iniciais: “Quando olhaste bem nos olhos meus / E o teu olhar era de adeus / Juro que não acreditei, eu te estranhei / Me debrucei sobre teu corpo e duvidei / E me arrastei e te arranhei / E me agarrei nos teu cabelos...” Credo!

2 – Suedehead, Morrissey – o Morrissey é o rei da fossa! Pensar nele já dá uma dor no coração. As batidas das músicas dele são todas iguais e igualmente tristes. Lembra um dia cinzento em Londres (como na foto ao lado - a cara do Morrissey!). I'm so sorry / Why do you come here / When you know it makes things hard for me?...

3 – Angie, Rolling Stones – triste, muito triste. A letra é um convite à desistência de qualquer coisa. (“With no loving in our souls and no money in our coats / You can't say we're satisfied”…)

4 - King of Pain, The Police – retrata bem uma alma completamente despedaçada... E como o Sting sempre foi um tanto “ecológico”, as tristezas da letra são meio associadas a desastres do meio ambiente, como numa parte em que ele fala que se sente como “uma baleia azul encalhada na maré de primavera”, hehehe... E decreta em um certo ponto da música “But it's my destiny to be the king of pain…”

5 - Pedaço de Mim, Chico Buarque canta com Zizi Possi – Essa música é praticamente uma chamada ao suicídio. Mas não, não escute. Não escute, não escute. Mas a letra é linda. ("Oh, pedaço de mim / Oh, metade afastada de mim / Leva o teu olhar / Que a saudade é o pior tormento / É pior do que o esquecimento / É pior do que se entrevar...”)

segunda-feira, 3 de março de 2008

Querendo voltar...

... mas cheia de trabalho. Estou à espera de uma folga esta semana.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Se a moda pega... parte 4



Esta semana alguns sites especializados em moda e blogs descolados divulgaram a inusitada iniciativa de uma grife italiana contra os terríveis distúrbios alimentares e a ditadura da magreza.

Os estilistas Dario Di Bella e Giovanni Premoli, da grife Premoli, fizeram um desfile de moda com modelos que ostentavam o manequim 42. Sim, os dois acreditam naquela máxima dos tempos da arte barroca, quando anjinhos gorduchos reforçavam a idéia de que magreza não é sinônimo de beleza. Giovanni explica: "As nossas modelos sempre desfilaram em tamanho 42 que, segundo nosso ponto de vista, exprime melhor a feminilidade e valoriza nossas criações".

Mas o ponto alto do manifesto aconteceu ao final do desfile "larguinho": uma das modelos manequim 42 fez uma performance dentro de uma banheira cheia de espaguete, temperado à moda marguerita - com muito tomate e manjericão. Houve quem apoiasse a iniciativa, tomando partido de uma alimentação saudável sem os exageros típicos do mundo da moda, como o abuso da dieta-do-alface (uma folhinha por dia e só!). E houve quem descesse a ripa, achando que o manifesto poderia ser feito de outra maneira, que não fosse uma que desperdiçasse tanta comida. Ai, ai, ai...

Se a moda pega... o que mais colocarão dentro dessa banheira?


Fonte: Uol Estilo

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

É Peixe! ou O que tem de bom na Rede - parte 6


Essa dica aqui vai para quem anda dormindo fora da geladeira e acabou azedo por esses dias... O site Sleeveface tira o mau humor de qualquer pseudointelectual que consegue se divertir com bobagens ingênuas.

A proposta é a seguinte: a página convida o internauta a posar para fotos, criando "corpos" para rostos em capas de disco de vinil. Depois, pode mandar a foto para o site que os administradores se encarregam de publicá-los em sites como o Flickr. Olha só umas arrumações dos internautas. O primeiro, com um álbum do Bob Marley; o outro com um vinil do James Taylor:




No Youtube eles publicaram o vídeo-manual "como fazer seu sleeveface". Pura diversão.



A idéia partiu de um locutor de rádio de Cardiff, no País de Gales e acabou atraindo a atenção de colecionadores de vinil em várias partes do mundo: eles já receberam contribuições de adeptos nos Estados Unidos, França, Alemanha, Japão, Rússia, Islândia, Israel e no Reino Unido. O idealizador também conta que algumas lojas especializadas em vinil entraram em contato dizendo que clientes estavam tirando fotos com capas de discos dentro das lojas.

De acordo com a Folha Online, uma grande loja em Londres está interessada em fazer uma exposição somente com Sleevefaces e uma editora americana já está preparando um livro, somente com fotos do movimento.

Não quer experimentar? Só para ver se melhora o humor...


terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

A triste "realidade" dos suicidas

A semana começou com um ato inusitado que acabou virando notícia triste: um homem morreu ao colidir com uma carreta depois de dirigir por 4 quilômetros na contramão da Rodovia Castelo Branco, em São Paulo. A via, que liga a capital do estado à região oeste da Grande São Paulo, é uma das mais movimentadas da região. A imagem captada pelas câmeras que monitoram a estrada mostra o motorista parado por cerca de dois minutos à margem da via; depois ele parece se encorajar para a morte e manobra bruscamente, em alta velocidade, entrando na contramão da rodovia, sem desviar de qualquer carro que apareça na frente dele, dirigindo em linha reta até se colidir com o caminhão carregado de ferragens.
Na investigação descobriu-se que o rapaz se chamava Kléber Rodrigo Plens, tinha 27 anos e voltava da formatura da namorada, com quem brigou e passou parte da festa sem falar. Amigos sugeriram a hipótese do rapaz estar bêbado ou ainda ter se perdido no caminho de casa, mas a firmeza com que que o carro seguiu na contramão não aponta para isso. Além da ausência de indícios de consumo de drogas ou bebida alcoólica, que reforça a hipótese de suicídio: esse cara deve ter se matado mesmo. Mas, após tais conclusões, fica uma pergunta que não quer calar: por que diabos tinha que ser de forma tão perigosa para outros e tão apelativa para a mídia?

"Suicídio - trama da Comunicação", dissertação de mestrado em Psicologia Social pela PUC de São Paulo, defendida por Marcimedes Martins da Silva, aponta que o suicídio é um gesto de comunicação social. Uma tentativa de mostrar a realidade subjetiva de quem comete o gesto, de mostrar o que existe além da realidade aparente de quem vê, condena, julga e rejeita o gesto. É uma "saída encontrada quando são quebrados os vínculos comunicativos do indivíduo com o mundo onde vivia".

Os amigos de Kléber Plens não compreenderam o que o jovem queria dizer enquanto estava vivo, tampouco conseguiram compreender depois que invadiu a contramão de uma rodovia movimentada em busca da morte. "Talvez o mundo inteiro vendo, alguém compreenda", ele pode ter pensado antes de fazer a manobra brusca à margem da estrada. Mas é inútil: a angústia do jovem deve permanecer em segredo, a despeito de seu imenso desejo que todos percebessem.


sábado, 16 de fevereiro de 2008

Urso de Ouro para Tropa de Elite

Mais insultado que árbitro em partida de Fla-Flu. Mais espezinhado que peça de teatro criticada pela Bárbara Heliodora. Mais pirateado que CD de brega... Muitos são os adjetivos negativos que se pode atribuir a Tropa de Elite, longa de ficção dirigido pelo cineasta José Padilha que, a despeito de tantas tentativas de tiranizá-lo, atingiu o título de filme mais assistido do Brasil no ano passado (cerca de 11,5 milhões de espectadores, incluindo os piratas, segundo pesquisa realizada pela distribuidora internacional do filme); conseguiu se manter no topo das discussões mais relevantes do país e além de tudo: levou o Urso de Ouro de melhor filme do Festival de Berlim!
O prêmio foi anunciado neste sábado, 16, pelo júri presidido pelo cineasta Costa-Gavras (diretor de O Quarto Poder e Estado de Sítio), contrariando apostas de especialistas da área, que apontavam Sangue Negro, de P.T. Anderson, como favorito para o prêmio. O Urso de Ouro dado a Tropa de Elite também contraria a saraivada de críticas negativas que o filme recebeu, acusado de fascista não apenas no Brasil: a revista americana "Variety", especializada em cinema, declarou que o longa brasileiro peca pelo seu Estilo Rambo e comparou o Bope à SS Nazista.
A decisão do júri do Festival de Berlim surpreendeu muitos, inclusive pelos problemas técnicos enfrentados pelo filme no momento de sua exibição - problemas que lembraram até mesmo um boicote: o filme foi exibido no original em português com legendas em alemão. O normal são legendas em inglês. Por causa disto, os jurados e o presidente do júri tiveram que usar fones de ouvido - com narração em voz feminina, quebrando o clima predominantemente masculino do filme. Já pensou como deve ter sido a mocinha da tradução simultânea dando uma versão para o famoso "pede pra sair" do Capitão Nascimento?
Tradução insossa - Sim, o "pede pra sair" virou um sem-graça "ask to quit". "O senhor é um fanfarrão" virou "you're a buffon". E o maldoso "traz o saco" para persuadir bandidos a entregarem seus iguais? Foi traduzido como "bring the plastic bag". O próprio Bope, de Tropa de Elite passou a ser chamado de "The Elite Squad". Meio sem graça, né?


quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Rainha do escândalo, mas cheia de talento

A inglesa Amy Winehouse, uma das novas estrelas da música no cenário internacional, tem mostrado por aí que desgraça pouca é bobagem e andou louca como quase nehuma celebridade teve coragem de ousar. Numa sucessão de escândalos e micos públicos, sua presença constante na mídia passou a ser, no mínimo, exaustiva. Superexposição à parte, convenhamos: Amy canta muito! E não foi à toa que abocanhou cinco dos seis prêmios a que foi indicada pelo Grammy Awards. Mas vamos aos fatos.

Sua primeira loucura foi a fixação por emagrecer e tentar se encaixar nos padrões estéticos vigentes, esbarrando numa violenta bulimia. A saudável mistura de ecstasy, cocaína, remédio para cavalo, vodca, uísque e, mais recentemente, o uso de crack, também fizeram um bem danado à moça, que passou de gostosona a cadáver ambulante em apenas dois anos.
Entre tantos despautérios, o pior deles é a ostentação da vida desregrada que leva - isso ficou evidente após o lançamento do álbum que levou os cinco Grammy, o Back to Black, em que canta meigas e delicadas canções como "You know I'm no good" (algo como você sabe que eu não presto) e se recusa a ir para uma clínica de reabilitação em "Rehab". Aliás, essa foi a música do ano, segundo o júri do Grammy. (Ok, ok, a música é boa mesmo! Veja o clipe aqui.)
A mocinha justificou a aversão ao tratamento clínico afirmando que teria condições de tomar as rédeas de sua vida por conta própria sem ter que depender de programas médicos para isso.“Tenho amigos que se internaram e se recuperaram e conheço outras pessoas que vivem entrando e saindo sem conseguir nenhum resultado positivo”, ela disse à Ok Magazine.

Mas ao contrário do que pensava, a pobre não consegue nada por conta própria, a não ser piorar sua situação. E numa rapidez incrível! Logo após casar-se com o músico Blake Fielder-Civil, Amy foi internada pelo marido numa clínica por causa de uma overdose. Dois dias depois, o casal protagonizou uma briga pública que desencadeou uma temporada de escândalos de grande proporção. Foi flagrada com um pó branco no nariz e perdeu dentes pelo abuso de drogas. O pai da garota declarou a jornais ingleses que queria que o marido da filha fosse preso, esperando que isso facilitasse um tratamento anti-drogas para Amy. Os anjos disseram amém e Blake acabou detido, acusado de promover um quebra-quebra num pub inglês em 2006. O músico está preso desde novembro passado e sua detenção teve um reflexo negativo na frágil condição psicológica da moça, que foi encontrada quase nua, chorando pelas ruas frias do inverno londrino no mês passado. O nível de drogas atingiu picos altíssimos - foi após a prisão do marido que ela foi flagrada fumando crack. A auto-destruição está tão evidente que a última homenagem feita a ela na internet convida o internauta a adivinhar o dia em que Amy vai morrer: é o When will Amy Winehouse die? Quem acertar a data ganha um iPod Touch, novo brinquedo da Apple para apaixonados por informática. O site também publica várias fotos do fracasso da cantora.
Depois de tantos escândalos, a boa notícia é que finalmente a mocinha se dobrou às pressões da família, amigos e fãs e aceitou a internação numa clínica de reabilitação, onde está desde o fim de janeiro. Mas isso não bastou para que a embaixada dos Estados Unidos na Inglaterra desse a ela o visto de entrada no país, que foi obrigada a participar da cerimônia do Grammy via satélite - ainda assim ela foi premiada. A consagrada cantora Natalie Cole, uma das artistas que anunciaram as premiações de Amy no Grammy, declarou que a inglesa não merecia levar tantos prêmios por parecer um mau exemplo do show bizz.
O próximo capítulo da novela Amy Winehouse deve mostrar se a tão recusada e esperada reabilitação da cantora vai servir para alguma coisa. É esperar para ver.


quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

News, news, news...


Sim. É isso mesmo que estás percebendo: mudamos o visual. Aquele outro andava muito down... Esse aqui pelo menos dá uma idéia alegrezinha para o dia... :D


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Ressaca de Carnaval

O meu carnaval foi só trabalho! Não tive descanso nem no fim de semana, quando tive que cobrir a primeira micareta do ano no Brasil, um negócio chamado Lava-Pratos! Mas nem por isso vou deixar de falar dessa festa sem tamanho e totalmente sem noção que se faz no país. Nada de críticas... só observações.

Na Bahia, a Rainha do Axé ousou nos modelitos... Foi um mais quente que o outro. Quem deve ter gostado mesmo foram os foliões. As foliãs, quem sabe...


Além desses, foram mais quatro modelos!
Um para cada dia do carnaval baiano...


Extravagâncias à parte, pelo menos a baiana soube esconder o que as famosas do carnaval carioca não conseguiram deixar de mostrar. Que o diga a modelo Viviane de Castro, que usou um suposto tapa-sexo. Suposto porque estou apenas supondo que ele esteja aí, mas não estou vendo nada! :D


Mas cadê o tapa-sexo?


Aliás, a São Clemente, escola de samba pela qual a gostosa saiu mostrando tudo, foi punida pela ousadia: perdeu meio ponto e acabou sendo rebaixada para o segundo grupo do carnaval carioca. Que se há de fazer...?

Quero parabenizar o bom gosto das "celebridades" Natália Guimarães, a miss Brasil da vez; a globífera (como diria o Ricardo Ooops! Feltrin) Grazi Massafera; a sempre elegante ex-modelo Luíza Brunet; e a polêmica, mas chique Adriane Galisteu, pela beleza das fantasias que sustentaram no carnaval deste ano, sem os arroubos sexuais tão comuns aos "famosos" nesta época do ano.

No ano que vem tem mais! (E eu não quero estar trabalhando...)


quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

É peixe! ou O que tem de bom na Rede - parte 5

Já pensou no seu destino turístico no carnaval? Que tal Gothan City? Seja essa ou não a sua escolha, eis aqui o mapa turístico da cidade do Batman, a quem interessar possa.


Não faço idéia de quem se dá ao trabalho de desenhar o mapa de uma cidade fantástica, mas sei que há quem goste de publicar mapas estranhos, como esse aí acima. É o Strange Maps, blog de autor desconhecido que publica as coisas mais estranhas do mundo, desde que esteja representado por cartas geográficas.

De acordo com o portal G1, através de entrevista realizada pelo email informado no blog, o blogueiro anônimo explicou que desde criança cultiva uma fixação por mapas, mas apesar dessa paixão, sempre considerou os atlas livros sem atrativos, desinteressantes, enfim, totalmente sem graça! Isso o motivou a colecionar mapas diferentes ou simplesmente interessantes e daí foi um pulo para fazer um blog sobre eles.
Num passeio pelo blog, é possível encontrar coisas estranhíssimas e outras muito engraçadas. Mapas de lugares fictícios, cidades inventadas ou localidades próprias da literatura ou do cinema. Para ter uma idéia do quanto o cara é estranho, ele encontrou (e publicou!) até um mapa de uma cama sob o ponto de vista de um gato! Uma gracinha!


P.S. Para quem tem gatos em casa, preste bastante atenção na zona de atacar os pés!
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terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Um tanto óbvio...

Notícias em Série!

A primeira notícia não foi de causar espanto, apenas aversão, como sempre... O excelentíssimo senhor presidente dos Estados Unidos, (ele mesmo!) o Diabo Bush, deve pedir 70 bilhões de dólares para continuar financiando as estúpidas e inúteis guerras no Iraque e no Afeganistão, de acordo com anúncio feito pelo pentágono.

Ok, ok... parece simplesmente mais um capítulo do blockbuster President Evil sem qualquer importância, mas vejam a ligação entre ela e a próxima notícia!

Blockbuster há oito anos!

Um homem foi detido por insultar Bush em frente à Casa Branca! Segundo o porta-voz do serviço secreto norte-americano, não foi simplesmente um insulto, mas sim uma enxurrada de ameaças. Sei bem... O pobre Aleksandar Aleksov, de 28 anos, foi detido e o "o assunto foi encerrado".

O Porta-voz preferiu não revelar o teor dos insultos, se bem que isso nem importa, porque devem ser mais ou menos os mesmos em toda parte do mundo. Mas de uma coisa a gente já sabe: a primeira notícia deu toda razão do mundo ao rapaz!

Fonte: Folha Online
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terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Se a moda pega... parte 3

Depois de longo e tenebroso inverno cheio de preguiça, voltamos às nossas atividades.... E olha que a pauta do blog está lotada! Não sei como demorei tanto para voltar a escrever aqui, mas, enfim. Foram tantas notícias inacreditáveis nessas últimas quatro semanas que nem sei como fazer.


Ele ganhou mas não levou! Ganhou o prêmio, mas não convenceu os exigentes ambientalistas ingleses que espicaçaram o pobre Príncipe Charles depois de ser premiado pelo seu "empenho ambientalista", homenagem entregue pelo ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore, ainda nesse mês de janeiro. O problema é que o prêmio foi entregue lá nos Estados Unidos e para recebê-lo, o príncipe voou à América em companhia de sua bela Camilla Parker Bowles e mais uma comitiva de 12 pessoas! Um pecado para os famigerados defensores da natureza da Inglaterra, que concluíram que o avião da tal viagem despejou cerca de 20 toneladas de CO2 na atmosfera.
Para tentar se redimir, o esperto príncipe se utilizou da tecnologia para agradar aos seus conterrâneos: passou a aparecer aos compromissos internacionais através de imagens holográficas tridimensionais! A primeira aparição já aconteceu, em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, onde o príncipe discursou por cinco minutos na conferência World Future Energy Summit. De acordo com especialistas do Palácio de Buckingham, a técnica utilizada se chama "ghosting", referente à palavra inglesa ghost, fantasma. O Príncipe Charles apareceu mais ou menos assim:
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Lindo, né?

Se a moda pega... Se o "Príncipe" Charles ficou lindo de fantasma, imagina o Lula!

Fonte: Folha Online

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No player:
Funny Little Frog, Belle & Sebastian
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quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Post de Ano Novo

Não é por nada não, mas o primeiro post do ano tem que ser um assim, que te dê alegria para o resto do ano! Então lá vai:




Esse Mon Bijou sim é que deveria estar nas gôndolas do supermercado!
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quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Filme Triste: 10 filmes de partir o coração

Natal, época controversa em que amor e solidariedade parecem tão normais quanto o arroz com feijão de todo dia. Também é tempo em que bate uma deprê e a gente só fica querendo alimentar essa tristezazinha gostosa, enfiado debaixo do cobertor e esperando a chuva lá fora passar. Passei os últimos dias listando um top de filmes tristes para assistir por esses dias nublados e cheguei a uma seleção de partir o coração de qualquer pobre mortal. Após a jornada vai dar para passar uns dias vendo umas comédias-pastelão (as férias são ótimas para isso). Enfim, eis a lista.

1 - As invasões bárbaras, de Denis Arcand (2003) - Remy é um professor universitário que está morrendo de um câncer terminal. Seu filho, Sebastian, especulador de sucesso do mercado financeiro, apesar dos problemas de relacionamento que tem com o pai, não mede conseqüências para dar um pouco de dignidade aos últimos momentos de vida de Remy. Com o dinheiro de filho, ele sai do sofrimento das filas de hospital (Remy se revolta contra isso porque foi à favor da estatização da saúde) e consegue um quarto exclusivo no hospital, dentre tantas outras maravilhas que o "capital" consegue viabilizar. Vendo tantas filosofias esquerdistas se arruinarem junto com sua morte, Remy se entrega a um doce adeus à vida, em meio a amigos queridos, amantes antigas e uma casa de campo à beira de um lago formidável, além das costumeiras doses de heroína para aplacar a dor insuportável. Interessante é observar que Remy chega a uma espécie de redenção ao admitir que tantas coisas em que acreditou tão profundamente são simplesmente dispensáveis. A certa altura, ele e os amigos enumeram os "ismos" em que se engajaram durante sua juventude e passam pelo marxismo, leninismo, maoísmo, trotskismo, entre tantos. "Só faltou o cretinismo", alguém lembra alegremente. Porque os homens passam e talvez as obras fiquem. Filme triste.

2 - Dogville, de Lars von Trier (2003) - No fim das Montanhas Rochosas, em meio à Grande Depressão Americana, Grace chega à pequena cidade de Dogville, onde os moradores têm "pequenos defeitos facilmente perdoáveis", segundo o narrador. Altruísta e otimista , Grace consegue abrigo a título de "troca" por tolos afazeres que não são necessários para a comunidade: todos sempre deixam claro que eles apenas "permitem" que Grace faça tais coisas e ela deve se mostrar muito agradecida pelo imenso favor, num eterno sistema de compensações entre a cidade e a jovem. Quando surge a notícia de que Grace é fugitiva da justiça as coisas pioram: a passividade e permissividade da moça e o abuso, que chega às raias da maldade, da comunidade levam tudo para uma situação insustentável, em que Grace é constantemente estuprada por um dos moradores como forma de "pagamento" por não denunciá-la às autoridades. A partir desse ponto, a constante dívida de Grace com a cidade só cresce e ela passa a ser tratada como escrava da comunidade. Quando tudo caminha para um fim trágico, numa tensão insustentável, o filme acaba numa situação indisgesta, com a nítida sensação de algo engatado na garganta. Porque a natureza humana é cruel mesmo.

3 - Festa de Família, de Thomas Vinterberg (1998) - O aniversário de 60 anos de Helge, pai de quatro filhos - uma delas morta recentemente, por suicídio - é motivo para reunir toda a família numa grande comemoração. Mas a aparente normalidade se mostra apenas superficial, escondendo a real natureza dos relacionamentos de família. Tudo se apresenta ainda no início do filme, quando conhecemos dois dos irmãos - o mais velho e mais bem sucedido, Christian e o mais novo e problemático, Michael. De cara, a irmã do meio, Helene, sofre com o preconceito de seus familiares contra seu namorado negro. A história toma rumos perigosos quando Christian, o irmão gêmeo que sobrou após o suicídio de Linda, é convidado a dizer algumas palavras em memória da irmã morta. Ele não só atende ao pedido da família, como também acaba por revelar que sofreu abuso sexual por parte do pai. Fora o bilhete de suicídio de Linda, que acaba vindo à tona no meio da festa. Uma cena clássica, que mostra claramente que velhas intrigas e revelações bombásticas acabam por tirar o frágil verniz das convenções. Muito triste.


4 - Boogie Nihgts, de Paul Thomas Anderson (1997) - Na crista da onda do cinema pornô, em plena e louca década de 70, Jack Horner, aclamado diretor do gênero "inventa" Dirk Diggler, um jovem e estreante ator que descobre que seu grande talento de 33 cm pode abrir as portas de um mundo feito com drogas, sexo e muita disco dance. Diggler passa a fazer parte de uma "família" que agrega atores, produtores, técnicos e toda a fauna que gira em torno da indústria pornográfica de filmes. Com essas pessoas, ele acaba aprendendo que a vida não é feita apenas de alegria à toda prova e encontra caras e bocas bem mais tristes do que as que se vê nos filmes de sexo explícito. O filme acompanha a "ascenção e queda" de personagens como Amber, a atriz que sofre porque não consegue a guarda do filho e se desdobra em cuidados maternais para com todos os colegas de trabalho; como a Rollergirl, sempre montada em seus patins e enfrentando o preconceito pela vida que leva; e até como o próprio diretor dos filmes e 'paizão' de toda a turma, que apesar de achar que faz arte através de seus filmes, só consegue enxergar mediocridade neles quando os avalia mais profundamente. Dirk Diggler é outro que também cai num mundo de vícios e crimes, ainda que permaneça a lenda do seu nome. Triste de doer.

5 - Felicidade, de Todd Solondz (1998) - Joy é a azarada filha caçula de uma família que só busca a pura e simples felicidade. Cada um ao seu modo, claro. Seus avós estão se separando após 40 anos de casamento e sua avó agora só pensa em arrumar um parceiro sexual. Sua irmã mais velha se acha muito feliz com a família que tem, mas seu marido é um psicanalista pedófilo que só pensa em conquistar o amiguinho afeminado de seu filho de 11 anos. A irmã do meio de Joy é uma escritora bem sucedida e ninfomaníaca que se acha infeliz por nunca ter sido estuprada, até que um maníaco sexual passa a aterrorizá-la. Tudo isso em meio ao eterno azar de Joy, que a despeito de seu nome de batismo, não consegue encontrar a alegria que tanto deseja. Apesar do azar e da clara "infelicidade", Joy se mantém perseverante e otimista, mesmo quando se torna voluntária numa escola para imigrantes em que os professores estão em greve e ao entrar para dar aulas é chamada de traidora e fura-greve. O que o filme mostra é que pessoas comuns são capazes de qualquer coisa na busca dessa tal felicidade, ainda que precisem tomar atitudes imorais e até criminosas. Um show de corações despedaçados!


6 - A.I. Inteligência Artificial, de Steven Spielberg (2001) - Calotas polares derretidas, recursos naturais escassos e a humanidade já em franca decadência. Assistir a tudo isso já deixa o espectador com uma deprê de dar dó. Quando somos apresentados a um futuro em que há robôs para tudo - trabalhos domésticos, trabalhos de escritório, para fazer companhia e até para fazer sexo! - descobrimos que o amor virou item de série na mais nova invenção dos humanos: David, um menino-robô que ama incondicionalmente. Ele é adotado por um casal que sofre pela doença terminal do filho - que foi congelado até que a cura fosse encontrada - e luta para ser amado por uma mãe deprimida e neurótica. Quando o filho verdadeiro volta e surgem as competições naturais pelo amor da mãe, David é abandonado numa floresta e começa aqui uma triste jornada para o menino, que não foi programado para esquecer o amor que sentia pela mãe. Suas únicas companhias são o ursinho Teddy e o robô-gigolô Joe, que tenta ajudá-lo a encontrar um lugar no mundo para David. "Eu só preciso fazer as mulheres felizes", explica Joe. Muito triste essa idéia de fazer do amor algo programável e o filme só caminha para mais tristeza, quando o Planeta Terra já se acabou, extra-terrestres tomam conta do que restou e fazem pesquisas para descobrir como foi a vida no planeta. O menino-robô congelado é descoberto e quando é reprogramado só tem lembranças de sua amada mãe. De partir o coração.

7 - Réquiem para um sonho, de Darren Aronofsky (2000) - Se o diretor decidisse batizar este filme de "sonhos despedaçados" teríamos um título brega, mas totalmente afinado com as histórias que vemos aqui. A dona de casa Sara quer ficar magra para caber em seu melhor vestido para participar de um programa de tevê - ela passa a usar anfetaminas para isso. Seu filho Harry quer ficar rico, mas não consegue trabalho e a namorada dele, Marion, sonha em ter uma grife. Enquanto tudo isso não acontece, Harry e seu amigo Tyrone têm uma idéia genial para ganhar dinheiro vendendo drogas, apesar de estarem sempre drogados. Quanto mais sonham, mais os personagens se afundam nas drogas, seja na daninha heroína, seja nas anfetaminas que podem emagrecer a dona de casa. Os personagens que se destroem em nome de seus sonhos mostram aos idealistas que nem tudo na vida é possível e que não basta apenas força de vontade para realizar grandes desejos. As cenas degradantes de Marion se prostituindo por drogas e Sara acossada pela feroz geladeira de sua casa são tristes símbolos do perigo que existe em acreditar tão piamente em sonhos.




8 - Menina de Ouro, de Clint Eastwood (2004) - Insistência deveria ser o nome de Maggie, personagem de Hilary Swank, que quer realmente ser uma campeã de boxe, apesar de ter chances quase nulas, segundo avaliação de Frankie (Eastwood), treinador de boxe que já teve seus dias de glória, mas faz questão de esquecê-los. Tanto insiste Maggi, até conseguir dobrar Frankie, que indo contra todos os princípios firmados por ele nos últimos anos, decide treinar a lutadora - e ela se torna campeã de boxe. Numa relação de amizade e confiança que só cresce ao longo da história, temos um final trágico, apesar de sensível e humano. A narração de Scrap (Morgan Freeman) torna tudo ainda mais triste, especialmente ao final do filme, em que Frankie vai embora de coração partido e ele - o narrador - filosofa: "Nesse momento, creio que ele já não sentisse nada." Cruel.





9 - Amores Brutos, de Alejandre González-Iñárritu (2000) - Com uma história que parece ser das mais complexas em todos os tempos, três vidas normais se entrelaçam de maneira trágica: o adolescente apaixonado que passou a ganhar muito dinheiro em brigas de cães; a modelo famosa e feliz que conseguiu tirar seu amante das mãos da esposa; e o agora matador de aluguel, ex-guerrilheiro, que vive um mundo de amarguras, se cruzam num terrível acidente de trânsito que altera a vida de cada um dos envolvidos da pior maneira possível. Num drama que envolve solidão, arrependimento, abandono, depressão e muito amor - especialmente pelos cachorros (daí o nome original do filme) - Amores Brutos mostra o quanto essa nossa vidinha é frágil, volátil e suscetível a desgraças de todos os tipos. Triste demais.







10 - Closer, de Mike Nichols (2004) - A stripper Alice se apaixona pelo jornalista-escritor Dan e vive numa doce e improvisada lua de mel até que seu amado se apaixona pela fotógrafa Anna, que prefere se casar com Larry, o médico - apesar de não hesitar em se tornar amante de Dan. Personagens egoístas, quase ególatras, e situações nada insólitas nos dão uma sensação de vazio e descrença no ser humano. O pior de todas as constatações, ao assistir ao filme, é que a vida tem sido assim mesmo, dessa maneira um tanto ensandecida e inconsqüente. A cena em que Dan abandona Alice, logo após um encontro sexual entre ele e Anna, é de estilhaçar o coração. O diálogo entre os personagens: "A última coisa que quero é magoar você..." - Dan, um tanto compenetrado. "Então por que está me magoando?" - Alice chorando. Crash total.







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No player - Filme triste, Chico César.
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